— Você está virando uma garota social — eu digo lambendo o sorvete que estamos tomando. — Melhor assim.
— É, porque agora você pode falar que ama uma garota social.
— Vamos começar com isso de novo? — digo, ouvindo atentamente o som da risada dela.
— Talvez, mas agora não. Estou cansada demais, quero chegar em casa, e me jogar na cama.
— Ah, com certeza iremos fazer isso.
— Não vai ter tempo pra mais nada, se eu deitar...
— ... vou dormir sem hesitar. — eu digo completando a frase dela.
— Isso mesmo.
Dito e feito, chegamos no hotel e cada um foi para seu quarto, me joguei na cama, e dormi quase que instantaneamente.
Passaram-se os outros dias, o que foram monótonos demais para serem comentados: os casais se pegando, eu e Caroline saindo, voltamos para casa e dormimos para o dia seguinte, acordando apenas depois do meio-dia.
— Bom dia — Carol disse pulando em cima de mim.
— Ai, eu ainda sou feito de ossos, tudo bem? Eles podem quebrar.
— Verdade, desculpe. Os ossos sagrados, me desculpe — ela disse levantando a mão como se estivesse se rendendo e rindo. — Você é muito frágil. Você transando deve ser muito mole...
— Vem cá então, deixa eu te mostrar — disse agarrando-a pelo braço e a puxando para meu colo, depois passando a mão por sua coxa.
Ela fica resistindo, e se debatendo, então a soltei e ela me deu vários tapas no ombro.
— Idiota, levanta, vamos comprar coisas para o lual, Virgem desesperado.
Virgem desesperado, ela realmente havia me chamado de virgem? E ainda de desesperado? Ah, ela não sabia o que minhas... partes íntimas já viram, e sentiram. E esse pensamento me lembrou o gigante lote de tempo que eu não transava com ninguém, desde que a My World Tour acabou fico dependente apenas das garotas que encontro nas baladas, mas ultimamente Caroline não deixa eu nem beijar uma garota, quanto mais levar ela para casa. E sim, ela me seguia até em casa e ficava por meia-hora, às vezes duas esperando que nenhuma garota entrasse em casa. Ciúmes, mas ela negava.
— Eu que sou virgem desesperado...
— Eca! Não quero saber da sua vida sexual — ela gritou se afastando.
— Você que começou...
— Com uma brincadeira — ela disse me interrompendo. — Não perguntei se você é ou não virgem, sua vida sexual não me interessa. Assim como você não sabe se sou ou não virgem.
— Eu sei que você é.
— Ah, é claro, porque você tem super-poderes.
— Não, não tenho. Mas sei que você é, porque você disse que nunca namorou, e garotas só perdem a virgindade com garotos realmente especias.
— Tá... É... Vamos mudar de assunto — ela disse gaguejando.
— Tudo bem.
Ela revirou os olhos se levantando da cama. Me levantei também e cheguei mais perto dela, e então agarrando-a no colo comecei a fazer cócegas nela, o que a fez se contorcer por conta das risadas.
— Para — ela disse entre risadas, enfiando as unhas compridas no meu antebraço. — Vai tomar... — ela se jogou no chão, e começou a me dar chutes no ar, numa tentativa frustada de fazer com que eu parasse de fazer cócegas nela, mas me joguei nela e continuei. Até ela me morder, com força.
— Ai, isso doeu.
— De nada, agora vai tomar banho.
Me levantei, e tirei minha camisa jogando-a na cara de Caroline que gemeu de nojo e jogou a camisa para longe.
— Você é nojento.
— Me ama demais, la la la.
— Criança.
— Chata.
— Bobo.
— Seu bobo — eu disse brincando, esperando que ela me xingasse.
— Só meu? — ela perguntou me surpreendendo.
— Só seu.
Cheguei mais perto dela, e dei um beijo em sua bochecha, agarrando-a com o braço esquerdo e tirando-a do chão colocando-a em cima da cama e fui para o banheiro. Liguei o chuveiro e comecei a refletir: ela tinha se tornando a minha melhor amiga, e eu acho que significava o mesmo por ela. E só então percebi o porque ela era tão ciumenta comigo: ela nunca teve um amigo para ter ciúmes, e agora que tem, não quer me perder. Eu admito: tenho ciúmes dela, não quero ela com nenhum filho da puta, e acho que ela pensa o mesmo por mim. Mas isso não significa que estamos apaixonados um pelo outro, e sim que somos amigos. Grandes amigos. Melhores amigos.
Fiquei o banho inteiro pensando nisso, enrolei uma toalha na cintura e fui até o espelho, tirando com a mão o vapor que havia se grudado no mesmo. Olhei meu reflexo, e depois peguei as escovas de dentes. Escovei os dentes e pensei em Carol, no luau. Eu vou cantar uma música para ela.
Abro a porta e dou um pulo quando vejo que Carol já está sentada no meu quarto usando um vestido amarelo florido, uma sandália baixa e uma tiara no cabelo mexendo no meu MacBook, fui até ela e vi o que ela estava vendo: as menções no meu twitter.
— Cadê a privacidade? — disse.
— Tá em falta — ela disse sorrindo.
Praticamente voei para fechar a tampa do computador, e só quando aterrissei na cama pude perceber que a toalha havia ficado para trás. Carol estava olhando para minhas partes íntimas com os olhos arregalados.
— O que foi? — perguntei com raiva, colocando a mão em cima, e saindo da cama para pegar a toalha, mas quando me virei percebi que ela ficou olhando pra minha bunda.
— Nada — ela disse ainda olhando para baixo enquanto eu recolocava a toalha.
— Gostou né? — disse rindo, e indo para o armário pegar as roupas.
— Demais, bem grande — ela disse num som sarcástico, o que me magoou um pouco. E como se tivesse lido meus pensamentos, seu tom ficou sério e ela disse: — Não, é sério. É grande mesmo.
Sorri, e coloquei a cueca ainda com a toalha em minha cintura, depois tirei a toalha e coloquei uma calça, passei desodorante e um perfume Dolce & Gabbana, peguei uma meia e um supra e me sentei na cama para coloca-los.
Carol se levanto e foi até o armário, procurando alguma coisa, e então ela pegou uma camisa lisa branca com uma bandeira média do Brasil na manga do braço esquerdo.
— Usa isso pra mostrar seu amor por mim.
— Não te amo, mas amo o Brasil. Então vou usar.
— Fala "amo muito você" — ela disse alguma coisa em português que eu não entendi.
— O que isso significa?
— Só diz.
— Tá, amo muito você — eu disse em português, tentando sem sucesso copiar o que ela disse.
— Aw, também te amo, meu lindo.
— Vadia. Ah, admitiu que me ama.
— Você também.
— Amo mesmo.
— Eu sei, vamos. As meninas devem estar nos esperando lá em baixo — ela disse jogando a camisa para mim.
Agarrei a camisa no ar e a vesti, seguindo Caroline até o elevador. Descemos até o térreo, e vi os meninos batendo os pés irritados, e as garotas com bico e de braços cruzados.
— Parando de birra os seis, o que houve? — Carol disse chegando perto dos sofás.
Estávamos de mãos dadas, todos olharam para nós e os olhares desceram para nossas mãos.
— Eles são idiotas demais — Natalie disse olhando para os meninos.
— Vocês estão namorando? — Jessica perguntou.
— Ah, vocês ficam tão lindos juntos — Caitlin murmurou.
— Nós não estamos namorando — eu e Carol dissemos juntos soltando a mão um do outro.
— Parece que estão — Jessica disse batendo os cílios.
— Vocês vivem grudados um no outro, saindo sozinhos — Chaz disse.
— Tá, que seja. O que houve aqui?
— Passou uma menina aqui — Natalie começou.
— Que tinha mais bunda, e mais peito do que não sei o que — Jessica continuou.
— E esses idiotas, ficaram olhando e sussurrando que queriam traçar ela — Caitlin rosnou.
Eu e Carol caímos na risada.
— Eles só queriam provocar vocês.
— Eu faço isso o tempo todo com Carol.
Me arrependi das palavras assim que as disse, eu fazia mesmo. Mas caras maliciosas surgiram e nos olharam.
— E depois falam que não estão namorando — todos disseram juntos, o que me deu medo.
— Não estamos.
— Faço isso porque ela fica bonitinha com ciúmes — eu disse bagunçando o cabelo dela. — Mas um ciúmes de amigos, não igual o de vocês — apontei para as meninas. — Ela é como uma Jazzy adolescente pra mim.
Ela se virou para mim e sorriu dizendo "obrigada" sem som, e se virando.
— Vamos?
Quando voltamos do supermercado, pegamos as barracas os sacos de dormir e fomos para o acampamento-luau na praia. Chegamos lá, já estava no fim da tarde, as meninas (menos Carol)foram comprar alguma coisa para acender o fogo, enquanto os meninos me ajudavam a montar as barracas, cada um montando as suas. Carol tentava se aquecer enquanto me ajudava a montar a barraca que tínhamos comprado para dividirmos.
As meninas chegaram, com uma sacola grande que parecia pesada. Os meninos foram ajudar elas, mas só depois que as barracas estavam prontas.
— Sai daí, você tá mais atrapalhando do que ajudando tremendo tanto assim — eu disse empurrando Carol para onde os meninos usavam um fósforo para acender o fogo.
— Ai, idiota.
— Você tá tremendo, te jogo pro fogo e ainda reclama.
— É.
— Então vai se foder.
— Não valeu, tô bem aqui.
Natalie chegou perto de Caroline, e puxou-a pelo braço.
— Onde vamos?
— No shopping, vou comprar um vestido. E você vem comigo.
— As meninas não podem ir?
— Elas já vão.
— E por que eu também tenho que ir?
— Ai meu Deus! Dá pra parar de reclamar e vir logo? — Jessica disse puxando-a.
Caroline olhou pra mim, como se pedindo socorro e eu dei de ombros e sorri. Terminando de montar a complexa barraca, e me juntando no fogo com os meninos para comer marshmellows.
— E então... Você e Caroline? — Ryan perguntou com um sorriso malicioso.
— O que tem? Somos só amigos...
— Realmente acha que acreditamos na história do "somos só amigos" qual é Justin, não somos tão idiotas assim, não é? — Chris disse enfiando um marshmellow na boca.
— E você entende muito de amor, não é?
— Mais do que você, pelo visto.
— Chaz, ajuda sempre é bem-vinda — eu disse chamando Chaz que estava calado para a conversa.
— Foi mal, Justin, mas eu concordo com eles — Chaz disse apontando para Chris e Ryan com a cabeça. — Ei, acham que a Caitlin tá comigo
de verdade ou não?
— Ela gosta de você — eu disse, pois eu sabia como ela olhava para alguém quando gostava dessa pessoa. Sabia muito bem.
— Que seja, vou dormir — eu disse me levantando e entrando na barraca. — Me acordem quando as meninas chegarem.
Me enfiei para dentro do meu saco de dormir, e fiquei me virando de um lado para o outro, porque não conseguia parar de pensar para dormir, nem um pouco e então as meninas chegaram e Chaz abrindo a barraca pulou em cima de mim. Mesmo eu estando acordado.
Caroline.
— Então... Você e Justin, ein Carol? — Caitlin disse se sentando na vitrina de uma loja, e todas fizeram o mesmo.
— Não íamos ao shopping? — perguntei tentando mudar de assunto.
— Foi só uma desculpa para te tirar de lá, qual é. Não iríamos falar sobre o Justin na frente dele, se toca! — disse Natalie revirando os olhos castanhos claro — Então, responda nossa pergunta: o que rola entre você e o Justin?
— Amizade, apenas isso. Podemos voltar? Estou com frio — eu disse me abraçando e me virando para a direção da praia.
— Não caímos no papo de amizade — Jessica disse.
— É, isso é papo furado — Natalie continuou.
— Total, não há razões para você fingir que isso é mentira — Caitlin disse. — Além disso eu vejo nos olhos dele, que ele está completamente apaixonado por você.
— Ai meu Deus! Você está louca, Caitlin? Eu e Justin? Ele está apaixonado por mim? Isso só pode ser brincadeira! — dei uma risada nervosa.
Ninguém além de mim riu, elas apenas me encaravam de braços cruzados e caras sérias.
— Ah, por favor. Não me diga que todas vocês acham isso.
— Achamos — todas disseram juntas.
— Como você não consegue ver? Tá tão na cara — Natalie disse.
— E você também está apaixonadinha por ele — Jessica disse me dando um empurrãozinho. — Ah, qual é, no dia em que nos conhecemos você quase morreu de ciúmes quando eu o beijei.
— Isso não é verdade. Nem nos conhecíamos na época, eu só achei que você era um pouco...
— Vadia? Certo, agi como uma naquele dia. Mas... Tanto faz, voltemos ao ponto: Você e Justin. Formam um casal lindo, só não vêem. Ou vêem e não admitem.
— Por favor, me poupe. Vocês dois vão se casar e ter filhinhos. Lindos e perfeitos — Caitlin disse.
— Que fantasia! Amizade entre meninos e meninas existe, tá bem?
— Você — Natalie sussurrou.
— Definitivamente não tem jeito — Jessica sussurrou também.
— Só não consigo ver onde vocês vêem que eu e Justin estamos apaixonados um pelo outro. Qual é! Isso é tão... Estranho e constrangedor. Tipo, eu e Justin? Dá um tempo.
— Tudo bem, vamos voltar.
— Ótimo.
— Ótimo.
Chegamos ao acampamento, e não vi Justin na roda de meninos que estava conversando e comendo marshmellows. Me sentei ao lado de Chris pegando da mão dele um marshmellow que ele ia colocar na boca.
— Ei!
— Não vai fazer falta, vai? — eu disse, e ele balançou a cabeça.
Chaz se levantou e foi até a minha (e a do Justin) cabana, e pulou nela, depois só ouvi o grito do Justin.
— Filho da puta! Eu tava acordado, idiota, não sabe mais meu nome? — ele disse irritado.
— Desculpa, sua namorada... Quero dizer, amiga, chegou — Chaz disse enfatizando o "amiga".
Que porra é essa? Agora todo mundo acha que estamos namorando? Mas o quê? Isso é tão... Infantil, idiota e... e... e... Constrangedor! Eu e Justin, quem iria imaginar. O grupinho de casais apaixonados, quem mais? Isso mesmo: Ninguém! Eu e Justin, a ideia me fez rir.
Justin saiu da cabana com um violão para canhotos, e tocou a música Favorite Girl olhando nos meus olhos, o que fez as meninas fazerem um som de "awn" e sussurrarem "nós dissemos". Apenas revirei os olhos e fiquei prestando atenção na música que era realmente linda. E depois que ele terminou a música e todos aplaudiram ele foi ficar um pouco mais perto do mar, sozinho. Peguei um pacote de salgadinho que tínhamos comprado e fui até Justin.
— Ei, garoto solitário.
— Ei, garota sorridente.
— O que está tocando? — perguntei interessada na música.
— Ah, só uma música que escrevi para... para... Ah, esquece.
— Pra quem? Hm, Justin está apaixonado — eu disse, cutucando-o com o ombro.
— Não estou não — ele disse bravo. — A música é pra você, idiota.
— Ah, que coisa linda.
— Mas só vou tocar ela no seu aniversário, nem adianta insistir.
— Ah, não vai mesmo. Uma coisa que você tem que saber sobre mim: odeio surpresas. Não me importo se você escreveu com amor e carinho, vai ter que cantar.
— Mas...
— Sem "mas", canta logo.
— Tá bom.
E então ele começou a tocar algo no violão, algo calmo e bonito, realmente gostei do som.
You got the perfect way
(você tem o jeito perfeito)
That I never thought
(que eu nunca pensei)
Find in some girl
(achar em alguma garota)
That made me feel like a superman
(que me faz sentir como um super-homem)
Because I feel I have to protect her
(porque eu sinto que tenho que protege-la)
What make her cry
(do que a faz chorar)
And make me feel
(e que me faz sentir)
Like a prince
(como um prícipe)
Without the white horse
(sem o cavalo branco)
Because I know
(porque eu sei)
That when I am with her
(que quando estou com ela)
I can be myself
(eu posso ser eu mesmo)
And not a lies box
(e não uma caixa de mentiras)
Because she makes me feel
(porque ela me faz sentir)
Nesse minuto eu comecei a chorar, não sei porque a música me emocionou de um jeito que eu realmente nunca pensei me emocionar, a música (que ele tinha feito para mim) era a música mais perfeita que eu já tinha ouvido. Mas ele não tinha visto, estava concentrado em tocar o violão.
Like I was
(como se eu fosse)
A normal boy
(um garoto normal)
Walking in the LA's streets
(andando pelas ruas de LA)
DE MELLO, Juliana. Composição de Perfect best friend.
— Gostou? — ele perguntou com um sorriso, e então olhou pra mim. — Ei, Carol, por que você tá chorando?
— A música é linda — eu disse abraçando-o.
— Obrigada, mas por que você tá chorando?
— Porque eu... É que eu nunca imaginei que alguém ia escrever uma música pra mim, e aqui está você, o adolescente mais desejado do mundo cantando uma música perfeita pra mim.
— É... Eu... Me desculpa.
— Pelo o quê? — eu perguntei, limpando as lágrimas com a manga do moletom do Green Lantern 10 vezes maior que eu.
— Por te fazer chorar e coisa e tal.
— Mas é muito burro — eu disse rindo e empurrando-o com força. — Tô chorando de emoção, ah qual é, você não pode ser tão burro. Pode?
— Posso sim. E então qual o nome da música?
— Não sei, estava pensando no que?
— She make me feel, ou, Perfect best friend.
— O primeiro título parece que você está escrevendo para o amor da sua vida. E o segundo, tá na cara que é pra mim — eu disse batendo os cílios. — Ao menos que essa música não seja publicada, nenhum dos títulos está bom.
— Não vai ser, é uma música só nossa.
— Então Perfect best friend é o nome perfeito.
— Concordo.
Me encostei no ombro dele, e ficamos apenas olhando as ondas se quebrarem, quando levantei a cabeça para olhar pra ele, ele estava olhando para mim e então vi o olhar que Caitlin estava falando. Mas pra mim, não era um olhar apaixonado, era um olhar meio sinistro, daqueles que te envolvem e coisa e tal. Mas não um olhar apaixonado. Nunca um olhar apaixonado, e então puff, enquanto eu estava olhando os olhos dele nossos lábios se tocaram, e não se soltaram por um bom tempo, até eu me afastar porque estava sem ar, mas não levou muito tempo para que acontecesse de novo. E logo estava nós nos beijando de novo, e de novo. Pude ouvir o pessoal gritando "uhul!", mas não dei a mínima, estava concentrada em apenas uma coisa: os lábios de Justin. Me envolvi tanto com a coisa que demorou para perceber que eu já estava em cima dele beijando-o com as mãos em seu pescoço e ele puxando meu corpo para cada vez mais perto do seu.
— Droga!
— O que foi? — Justin perguntou me olhando confuso enquanto eu me afastava e me sentava.
— Olha como eu sou inteligente: as meninas falaram que estamos apaixonados um pelo outro e eu estava negando, e então você aparece todo sedutor tocando violão, e a gente começa a praticamente comer um ao outro.
— É, você não é inteligente. E eu também não, porque aconteceu a mesma coisa com os meninos.
Começamos a rir, e eu me deitei no peito dele olhando as estrelas. E então olhei para cima, e de novo ele estava olhando para mim.
— Você me ama? — ele perguntou acariciando meus cabelos.
— Eu... Eu não sei — disse engolindo em seco. — Quer dizer, eu te amo. Mas não desse jeito, não como namorada. Eu só te amo. Mas... Mas como amigo.
— Ótimo, porque eu também não sinto nada assim por você.
— Ai. Essa doeu.
— Desculpa — ele riu. — Ei, que tal a gente fingir que está namorando, só pra deixar nossos amiguinhos ali felizes?
— É, ai a gente sai com eles, tem que fingir está apaixonado um pelo outro. Os paparazzis tiram foto. E suas fãs começam a me odiar eternamente. Lógico, por que não?
— Ah, desculpa.
— Para de se desculpar! A ideia é boa, contanto que nada aconteça em público.
— Tá dentro, então?
Assenti, e pensei: até quando?
— Vamos fingir estar namorando até quando?
— Até o seu aniversário. Faltam só dois meses.
— Tá, é tempo o suficiente.
— Também acho.
— Vai, vamos voltar pra fogueira tô morrendo de frio.
Nos levantamos e fomos até a fogueira, Justin se sentou e quando eu fui sentar ao lado dele, ele me puxou para seu colo e me abraçou, deixando meu corpo mais quente, e eu gostei de sensação. Olhei para ele (era estranho vê-lo de cima, já que eu era uma anã perto dele), e nos beijamos.
— Então vocês se tocaram? — a voz de Jessica atrapalhou nosso beijo.
— É... acho que sim — eu disse sorrindo.
— E estão namorando? — Chris perguntou com um sorrisinho perverso no rosto.
— Sim — Justin disse, depois que eu fiquei em silêncio.
— Até que enfim — Chaz e Ryan comemoraram pegando uma latinha de Coca-Cola e brindando com ela.
Fomos dormir, eu e Justin entramos na nossa barraca, e os outros entraram na deles, não demorou muito para que ouvíssemos alguns gemidos vindo da barraca ao lado que era de Jessica e Ryan. Arregalei os olhos e eu e Justin demos risadas.
— Que safados — eu disse sorrindo.
— São mesmo — Justin disse. — E idiotas, acreditaram mesmo que estamos namorando.
— Pois é, mas somos ótimos atores. É claro que acreditaram.
— É. Somos ótimos atores.
Comecei a cantarolar a Perfect best friend e Justin cantou-a comigo. Foi engraçado, enquanto ouvíamos os gemidos, estávamos rindo e cantando. E ficamos assim a noite inteira, conversando e cantando.
boooom, o que acharam? bom, a música foi composta por mim, então ficou uma bosta, mas eu realmente gostei desse capitulo. e espero que vocês também tenham gostado, obrigada. haha. beijinhos e comentem, quero pelo menos 9 comentários ein.