quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Boyfriend (13º capitulo)

          Submergi arfante, Carol estava rindo igual uma idiota. Cheguei mais perto dela, e a puxei pelo pé para baixo, enfiando novamente a cabeça embaixo d'água.
          — Idiota! — ela gritou rindo quando submergimos.
          — Eu? — eu disse tentando fazer uma expressão chocada.
          — Não, não eu que sou — Carol disse rindo e jogando água em mim.
          Retribui a água e ela tossiu engasgada. Dei risada, e saímos da piscina, pedimos toalhas para Li, e ficamos conversando do lado de fora de casa até nos secarmos um pouco.
          — Planos para hoje? — perguntei a ela.
          — Só sei que não quero ficar em casa.
          — Balada?
          — Acho que não — ela disse secando o cabelo com a toalha.
          — Shopping? — perguntei fazendo careta, o que fez ela rir.
          — De novo? Não, que tal se formos surfar?
          — Sério mesmo?
          — Aham.
          — Tudo bem, vamos surfar.
          Entramos em casa, e Carol foi pegar uma roupa para vestir, e eu fui pegar as pranchas e colocar uma bermuda seca. Nos encontramos na sala de estar e entramos no carro.
          Ficamos escutando um CD com rap brasileiro, até a praia, chegamos lá e a praia estava vazia, havia apenas dois surfistas, e uma garota passeando com o cachorro.
          Carol tirou a blusa e o shorts, tirei a camiseta, pegamos as pranchas e fomos surfar. Tive que ensinar Carol, pois ela não sabia, mas ela até que já estava surfando bem, para o primeiro dia. Isso que é o bom dela: ela aprende rápido.
          — Como tá ai? — perguntei quando vi ela caindo.
          — Bem, acho que torci meu pé.
          — Idiota.
          — Puxei você.
          — É a vida.
          Ela se apoiou em mim até chegarmos na areia, ela não só tinha torcido o pé, como o tornozelo estava sangrando. 
          — Garota de sorte, não foi nada sério. É a primeira vez que surfa? — um dos surfistas que estavam lá perguntou. — Sou o Jack.
          — Oi Jack, sou a Carol, e esse é o Justin. Sim, é a primeira vez que eu surfo — ela disse sorrindo.
          — Não desiste, ok? Se machucar faz parte, vou ir pegar os curativos com meu amigo, esperem aqui.
          — Tudo bem, valeu.
          Fiquei observando o garoto conversando com o outro, e depois os dois vindo em nossa direção.
          O garoto que estava vindo com Jack me parecia familiar, dei de ombros, e verifiquei novamente o machucado de Carol. Quando os meninos chegaram mais perto Carol se encolheu.
          — O que foi...? — perguntei e olhei pra onde ela estava apontando.
          O segundo garoto, que estava com Jack, era o desgraçado do Stark. Encarei-o e então me levantei com raiva.
          — O que você está fazendo aqui, desgraçado?
          — A praia é publica, se você pode estar aqui, todos podem.
          — Parem de brigar, a menina está machucada — Jack disse separando a briga.
          Os dreadlooks dourados de Jack caiam sobre seus ombos, um deles ficou no pé de Carol e ela começou a brincar com o cabelo dele.
          — Valeu Jack — ela disse, e Jack a ajudou a se levantar. 
          — De nada, sempre que precisar.
          Carol deu uma risadinha envergonhada.
          — Vamos? — eu disse a Carol.
          — Tá bom — ela respondeu e deu um beijo na bochecha de Jack e de Stark, agradecendo.
          — Vem pra cá qualquer outro dia.
          — Tá bom, valeu Jack, de verdade.
          Saímos da praia e entrei no carro.
          Carol estava sorrindo igual boba, revirei os olhos e saí dali. Não trocamos uma só palavra até chegarmos a uma sorveteria. 
          — Podemos tomar sorvete? — Carol perguntou.
          Eu assenti e parei o carro em frente a sorveteria, entramos nela e cada um pediu o sorvete que queria, depois saímos e ficamos andando, ainda em silêncio, por uma praça que tinha por ali.
          Carol se sentou num banco e eu me sentei ao seu lado, ficamos olhando as estrelas em meio as árvores. Ela suspirou alto e pegou em minha mão.
          — O que foi? — ela perguntou.
          — Hã? 
          — Você está calado desde que saímos da praia.
          — Será que você não viu que o Stark estava lá?
          — Sim, mas relaxa Justin ele não pode me matar com o olhar, e o Jack...
          — Jack? Ele é amigo do Stark...
          — E daí?
          — E daí que ele pode ser como ele...
          — Ou os dois podem ter acabado de se conhecer e ele só queria ajudar...
          — Acho que não!
          — Foda-se sua opinião!
          Depois disso eu fiquei quieto e ela também, ela soltou minha mão e se levantou do banco, começou a chuviscar. Revirei os olhos e fui atrás dela, ela começou a andar na direção oposta e se sentou no chão.
          — Desculpa.
          — Tá tudo bem.
          — Não, Justin, você só tava tentando me proteger e eu fui grossa com você.
          — Você é sempre grossa — disse rindo.
          — Para, tô falando sério.
          — É, tá, desculpa — eu disse tentando parar o riso, mas continuava com o sorrisinho irônico no rosto. — Sabe que eu te amo né?
          — Aham.
          Me sentei do lado dela e ela deitou a cabeça no meu ombro, começou a chover mais forte e ela me olhou. Eu dei risada e levantei, pegando-a no colo e a colocando de pé. Ela sorriu, e eu também. 
          Quando me virei ela pulou nas minhas costas e nós dois caímos no chão. 
          — Fraco.
          — Gorda.
          Ficamos rindo deitados no chão e ela se levantou, me puxando para me levantar também, quando fiquei de pé, ficamos muito perto um do outro. Ela virou o rosto constrangida, e eu dei risada. 
          — Vai, vamos pra casa.
          Ela deu risada e pulou nas minhas costas de novo, mas dessa vez não caímos, fui até o carro com ela sussurrando no meu ouvido coisas safadas, e fazendo perguntas maliciosas. 
          Coloquei-a sentada no banco do passageiro, e fui para o lado do motorista, mas quando abri a porta, ela estava no meu lugar.
          — Posso dirigir? — ela perguntou e eu fiz que não com a cabeça. — Eu já tenho dezesseis anos!
          — E daí? Fala isso pra sua mãe.
          — Chato.
          — Valeu.
          — De nada, bobão.
          Empurrei ela de volta pro lugar dela e me sentei, comecei a dirigir em direção a minha casa, mas então resolvi deixar Carol em sua casa, pois me lembrei que hoje eu e as meninas, iriamos combinar as coisas do aniversário dela.
          Deixei-a em casa, e fui para a minha. Quando cheguei todos me olhavam com raiva e eu dei risada.
          — Desculpa a demora, Carol é muito irritante.
          — Tanto faz — Ryan disse.
          — É, hm, ajuda a gente: qual a cor preferida dela? — Caitlin perguntou.
          — Roxo.
          — Ela vai fazer 17 anos, né?
          — Aham.
          — A gente vai fazer a festa aqui ou na casa dela?
          — Aqui.
          — Que monossilábico você.
          — "Roxo" tem duas sílabas.
          — Tá.
          Terminamos de discutir quando era mais ou menos 1h48 da manhã. Subi para meu quarto e me joguei na cama dormindo quase instantaneamente. Tive um sono sem sonhos, e só fui perceber que não jantei quando acordei com fome de manhã.
          — Bom dia dorminhoco.
          — Bom dia — eu disse sem me importar com quem era. — Trouxe café da manhã?
          — Aqui, nossa você é um morto de fome.
          — Valeu.
          Olhei pro meu prato de waffles, e meu copo com suco de laranja. Comi tudo em pouco tempo e comecei a olhar enquanto Caroline decidia que roupa eu usaria. Ela pegou uma camisa preta, uma bermuda jeans, um tênis preto e um boné dos Yankees vermelho.
          Fiquei o tempo todo me perguntando pra onde iríamos.

eae manolos, demorei mas postei, então pronto... só postei porque a Isabela começou a me pressionar, e agradeçam a ela pq ela que me lembrou como tava a escola. Sobre os comentários sobre as ideias, eu vou fazer, mas colocar em outros capítulos, tá bem? firmeza, espero que gostem, e tchau. Comentem aqui em baixo, me sigam, divulguem a IB, me sigam no twitter tbm (@cihmenta), me amem, me idoletrem, me amem, e tchau pq sim.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

CAPITULO 13

É O SEGUINTE, resolvi fazer uma coisa diferente, eu não lembro nada da história, e como vocês são lindas e perfeitas, vocês vão me ajudar com esse capítulo. 
Fácil, comentem com opiniões, mas comentem mesmo, cada ideia que você postar aqui eu vou ler, e acrescentar na história.
Enfim, valeu leitoras, sei que é muito chato quando eu fico 3279827 anos sem postar, mas eu não lembro nada da história, vou reler, mas mesmo assim quero opiniões. 
Obrigada quem me ajudar.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Boyfriend (12º capítulo)

(AVISO: gente, desculpa a demora pra postar, antes eu entrava no blog todo dia pra escrever, mas perdi a vontade porque sei lá, as vezes parece que ninguém lê, enfim, tô escrevendo os capítulos, e SEMPRE que vocês tiverem esperando por mais de 4 dias que chegar em 5 comentários, me avisem no twitter que é @cihmenta desculpa mesmo, eu entro todo dia na internet, então n tem desculpa, rs... enfim, qualquer coisa to sempre no twitter thks)
          Acordei com Caroline gritando meu nome de madrugada, abri os olhos devagar pois ainda estava com sono, e ela interrompeu um ótimo sonho.
          — Acorda preguiçoso — ela me deu um tapa na cara.
          Quase nem senti o tapa pois estava casado demais, tive uma apresentação ontem e só voltei meia-noite, e Carol ficou em casa pensando sobre o que eu tinha dito pra ela antes de ir para a apresentação.
          Ela estava jogando vídeo-game com a Caitlin, e eu fui falar com elas, avisando que ia voltar tarde aquele dia. E então antes de sair, eu dei um selinho em Carol e sussurrei no ouvido dela enquanto a abraçava que eu a amava, e que esse amor ia além de amizade. Ela ficou parada ali, olhando para mim. Quando cheguei da apresentação, fui até o quarto dela, pois a mãe dela tinha achado melhor ela ficar uns dias em casa, por causa que estava todo mundo lá, e então ela estava acordada.
          "Aquilo que você disse hoje... sobre... me amar... era sério?", ela perguntou enquanto via eu entrando no quarto.
          Assenti enquanto ela ficava de pé e ia até a porta. Pensei que ela ia me falar que sentia o mesmo, ou coisa assim, mas ela apenas me abraçou e sussurrou "sinto muito". Mordi os lábios, e me segurei para não sair dali, pois ela estava me abraçando e isso é o máximo que podia fazer.
          — Ai, vagabunda — gritei esfregando minha bochecha.
          — Tá, vai comprar meu presente de aniversário — ela me puxou. — Falta só uma semana, e eu revirei seu quarto procurando alguma coisa, e não achei nada.
          Nem parece que ontem ela estava preocupada com meus sentimentos por ela.
          — Seu presente não tá no meu quarto, agora me deixa dormir — empurrei ela de perto de mim, e puxei o cobertor pra cima de minha cabeça.
          — Onde tá? — ela perguntou puxando de novo o cobertor.
          — Ah garota, me deixa! — puxei o cobertor de volta. — Odeio quando você me acorda.
          Ela puxou a coberta de volta, e ficou me olhando, e depois se abaixou até seu rosto ficar bem perto do meu. Depois sorriu e fez biquinho.
          — Me mostra meu presente? — trocamos olhares e por pouco eu não disse sim.
          Fiz que não com a cabeça e a empurrei, a pior coisa que fiz na minha vida foi ter falado que eu estava realmente gostando dela, agora ela fica me provocando.
          Carol se levantou e chegou perto de novo, eu enfiei a cara no travesseiro, e puxei a coberta de novo, mas ela ficava me cutucando e eu estava ficando sem ar. Levantei um pouco a cabeça pra pegar ar e pude ver ela sorrindo.
          — O que você quer? — perguntei me virando e esfregando os olhos, sabia que ela não sairia dali se não tivesse o que queria.
          — Meu presente — ela se sentou sorrindo.
          Revirei os olhos e bufei me sentando também.
          — Seu presente é encomendado, ainda não chegou — fiquei olhando enquanto os olhos dela brilhavam. Ataquei meu travesseiro nela. — Que interesseira!
          — Não sou não, só sou curiosa — ela disse atacando o travesseiro de volta mas eu o agarrei.
          Ela se deitou apoiando a cabeça no meu colo, e eu comecei a acariciar seu cabelo. Carol gostava disso, eu sei, porque ela não parava de sorrir enquanto eu o fazia. Eu me deitei também, ainda com sono, e ela se levantou para deitar ao meu lado.
          — Eu te amo, sabia? — ela disse mexendo no meu cabelo.
          Dei uma risada nervosa.
          Ela não está falando sério. Ela não pode estar falando sério. Ela só quer saber o que eu comprei para ela. Só isso. Mais nada. Ela não te ama, Justin. Não desse jeito.
          — Não ama — me ouvi dizendo.
          Ela aproximou o corpo do meu, e sorriu sussurrando alguma coisa em português que eu não entendi muito bem, dei de ombros e fechei os olhos dormindo de novo. Acordei de manhã e eu estava abraçado com Carol, sorri e fiquei olhando-a dormir. Ouvi um grito que parecia o de Natalie, e então Carol acordou também.
          — O que foi isso? — ela perguntou esfregando os olhos.
          — Eu não sei, deve ter sido a Natalie — eu disse me levantando. Fui até meu closet e peguei uma calça jeans, enfiando-a pra não descer só de cueca e desci correndo atrás de Caroline.
          Quando chegamos ali embaixo Chris estava mordendo Natalie que estava esfregando uma marca de mordida no braço.
          — Para Christian! — ela disse empurrando ele.
          — Quanto amor — Carol sussurrou.
          — Ah, oi Carol, oi Justin — Chris disse saindo de cima de Natalie e esfregando o braço com inocência.
          Sussurrei um "oi", suspirei e fui até a escada para voltar ao meu quarto e dormir, mas Caroline agarrou meu braço e começou a me puxar para perto da porta.
          — Me mostra o meu presente.
          — Não, e você tá de pijama — eu disse me soltando dela e indo até a escada de novo.
          Subi rápido para ela não vir atrás de mim, me embrulhei na coberta e ela chegou por trás, se sentando ao meu lado e sussurrando alguma coisa para ela mesma.
          — Caramba Caroline! Me deixa — eu gritei.
          Ela fez biquinho e se jogou na minha frente, ela olhou em meus olhos e curvou a boca, fazendo com que eu imaginasse como seria beija-la, mas não com aqueles beijos de encenação que faziamos desde o luau, mas um beijo de verdade. Fechei os olhos tentando me livrar desse pensamento, mas isso só deixou o desejo mais forte, abri os olhos atordoado e a olhei sorrindo.
          — Ei, que tal acordar? — ela disse.
          — Certas pessoas já me acordaram — sussurrei de volta, e me levantei indo para o banheiro.
          Ela murmurrou alguma coisa em português, era a nova mania dela. Grunhi enquanto a água gelada invadia meu rosto, sorri olhando de canto de olho para Carol que estava brincando com os dedos dos pés. Olhei para meu reflexo no espelho, e estava com olheiras, bufei indo de volta para o quarto. Me joguei na cama.
          — Vamos pro shopping? — Carol disse deixando os dedos de lado e me olhando fixamente.
          — Tá, tudo bem — esfreguei os olhos com força.
          Levantei da cama e fui pro banheiro, tranquei a porta e comecei a tirar a cueca para tomar banho, fiquei mais ou menos meia hora apenas com a água caindo em meus ombros e fazendo meu cabelo tampar meus olhos, depois comecei a tomar banho.
          Saí do banheiro com uma toalha enrolando a toalha em minha cintura, Carol estava com uma sandália de salto nude, uma saia florida de rendas, e uma blusa regata branca deitada na minha cama balançando os pés no ar.
          — Você demora demais no banho — ela disse sorrindo e se levantando. — Se troca rápido, vou estar lá embaixo, e eu arrumei sua roupa — ela apontou para minha cama.
          Ali estava uma camisa preta de corte em "V", e uma bermuda jeans e um supra de cano médio roxo. Coloquei a roupa e desci correndo, Carol estava em frente a escada, e então a peguei no colo mordendo de leve seu braço.
          Caitlin que estava conversando com ela riu, e me lançou um olhar de advertência, coloquei Carol no chão, e ela me olhava com aqueles grandes olhos castanhos-escuros, ela sorriu e me deu um tapa de leve no braço. Fingi que doeu.
          — Nem foi forte — ela disse rindo.
          — A onde vocês vão? — Caitlin perguntou esticando o braço, e o pousando em meu ombro.
          — Pro shopping — olhei para ela sorrindo.
          Carol me olhava com o mesmo olhar em que me olhou na noite passada.
          Saí dos braços de Caitlin assim que elas começaram a falar sobre maquiagem e coisas assim, mas senti que era apenas uma desculpa para me tirar de perto delas. Fui para cozinha e Li estava limpando o fogão.
          — Boa tarde, Justin — ela disse me fitando com os grandes olhos azuis.
          Sorri, indo para perto dela, bocejei e disse com uma voz sonolenta:
          — Porque as duas ficam de segredinhos toda hora?
          Li riu radiante, seus longos cabelos loiros cairam por seu ombro e ela pôs a mão em meu ombro, como se fosse me dar um conselho comprido.
          — Nunca tente entender as mulheres — ela disse e se virou indo até a pia e lavando as mãos. — Elas devem estar falando sobre garotos, sutiãs, calcinhas, ou coisas de meninas.
          Revirei os olhos, Li também estava participando da gracinha delas, ela não era tão velha assim, teria no máximo 32 anos, as mulheres dessa idade sabiam que os assuntos das meninas não eram apenas as coisas básicas da vida.
          — Ah, tá, sei — eu disse irônico.
          Carol apareceu pendurada na porta, com um sorriso largo, e seus cabelos escuros e ondulados caidos, tampando seu rosto, até ela se virar e me olhar.
          — Vamos? A Cait vai com a gente — ela disse indo até mim.
          — Tô com fome — eu disse bocejando.
          — A gente come alguma coisa lá, eu também estou com fome — ela disse dando tapinhas em minha barriga.
          Dei de ombros e fomos para o carro, Caroline ligou na rádio o mais alto que pode. Abaixei um pouco olhando-a com reprovação, mas não consegui esconder o riso.
          Ela, eu, nós estávamos agindo como se o que aconteceu na noite anterior tivesse sido apenas um sonho, e parecia mesmo. Quem dera fosse um sonho.
          Fiquei escutando as meninas conversando em códigos, e chegamos ao Beverly Center.
          Estavamos na praça de alimentação, e pedimos pizza no California Pizza Kitchen, apenas eu e Carol comemos, porque Caitlin tinha comido com os meninos a comida de Li. Depois que comemos fomos para a Henri Bendel, e as meninas sairam com quatro sacolas, e adivinha pra quem sobrou levar as sacolas?
          — Justin virou capacho — disse uma garota que passou do meu lado e sorriu.
          Sorri de volta ironicamente.
          Eu já estava com no mínimo nove sacolas no braço, cada uma de lojas diferentes. Estávamos saindo da loja Traffic quando eu já não estava mais aguentando as sacolas marcando meu braço.
          — Dá pra vocês me ajudarem? Ou vão ficar apenas gastando, e me deixar com todo o peso das sacolas? — reclamei.
          — A gente já vai embora, só quero comprar mais uma coisa — Caroline disse sorrindo.
          Revirei os olhos, e nos mergulhamos na multidão de pessoas de novo, fomos até a loja da Lacoste, onde Carol comprou um tênis de cano médio preto e cinza. Saimos de lá e fomos para o carro, joguei as sacolas no banco de trás.
          — Tô cansada — Cait disse rindo.
          — Dorme — Carol fez cara de séria. — Só não ronque igual o Bieber.
          Olhei para ela com cara feia, e ela riu.
          — Eu ainda estou aqui — eu disse alternando o olhar entre elas.
          — Vou dormir então — Cait se deitou no banco, apoiando a cabeça nas sacolas.
          Carol sorriu.
          — Admita que você ronca Drew — ela sussurrou.
          Dei de ombros e liguei o carro saindo do shopping, olhei para trás hesitante, mas Caitlin havia realmente dormido, quer dizer, suas pálpebras não estavam tremendo, e ela não sabia fingir muito bem.
          Sorri um pouco alegre, mesmo Caitlin já sabendo de tudo o que eu queria falar.
          — Justin cuidado! — Carol disse virando o volante. — Quer matar a gente? Idiota. Faça isso quando estiver sozinho — ela disse e em seguida murmurou: — ou não.
          Olhei para o lado, e um carro estava estacionado, e nós iriamos bater nele se Carol não tivesse virado o volante.
          — Desculpa — eu disse assumindo o volante de novo, hesitante.
          — Tudo bem — ela disse rindo. — Só tenta não perder o controle de novo, bobão.
          — O.k. senhora Eu mando no Justin Bieber — eu disse rindo.
          Carol riu e abaixou a cabeça, lendo uma mensagem. Balancei a cabeça e voltei a prestar atenção no caminho.
          — Justin...
          — Que foi? — perguntei tentando não parecer grosso.
          — Não, não foi... nada.
          — Carol... O que houve? — eu encostei o carro, ainda curioso com o que tinha acontecido com ela.
          — É só que... O que aconteceu com a gente? Tipo... Éramos como melhores amigos, e então...
          — Ainda somos melhores amigos, Carol — eu disse tentando acalma-la.
          — Mas é diferente, você gosta de mim e... — ela hesitou por alguns minutos, e então com um longo suspiro continuou falando: — E você disse isso pra mim. Isso é completamente insano.
          — Eu não gosto de você — eu disse rindo.
          — Não? Mas você...
          — É, eu... — baguncei meu cabelo rindo. — Eu amo você.
          — Isso não melhora as coisas, idiota.
          Carol me bateu com a bolsa dela rindo. Eu também ri.
          — Você sabia que é um idiota completo, né Bieber?
          — Eu sei, e é por eu ser um completo idiota que eu tenho as melhores fãs do mundo — eu disse com um sorriso metido.
          Carol deu de ombros e respondeu a mensagem que tinha lido antes, fiquei tentando ler, mas ela tinha virado o celular. Bufei e ela riu, desviando a atenção do celular para mim, e me mostando a língua.
          — Bastante xereta você, não? — ela perguntou.
          — Só quero saber com quem você estava conversando — disse ligando o carro de novo. — Você sabe que sou ciumento.
          — Sei que você é um idiota — ela riu. — Brincadeira Bieber.
          — Ha-ha-ha.
          Ficamos em silêncio por um tempo, e então Caitlin acordou.
          Ela ficou cutucando a gente com suas grandes unhas, ri como um idiota e liguei o rádio, porque sabia que ela adorava dançar. E estava tocando Call Me Maybe, as duas começaram a dançar, e eu comecei a cantar, e só então me dei conta que estava com saudades da Carly Rae. A música acabou, e eu olhei para trás, Caitlin me lançou um olhar de "e então...?" e eu respondi com o melhor olhar que pude de "nada, até agora" e bufei, virando para frente.
          — Caroooooooooooooooooline, o que eu perdi? — Cait perguntou se apoiando no ombro dela.
          — O Justin quase bateu o carro, e só — ela respondeu bufando.
          — Quer matar a gente agora, é Biebas? — Caitlin perguntou rindo.
          — Quero, não aguento mais um dia de compras com vocês duas — eu respondi rindo, e depois mudei minha expressão. — Não, sério. Da próxima vez tragam o Chaz, ou o Ryan. Ou o Chris, sei lá. Mas isso estraga minha reputação.
          — Que reputação? — as duas perguntaram rindo.
          — Ha-ha-ha, como vocês estão engraçadas hoje ein? Meu Deus — elas continuaram rindo.
          Revirei os olhos enquanto elas conversavam, em códigos, porque sério, eu não entendia nada que elas falavam. Era meio que tipo "ventilador que não funciona, carro parado, luz acesa", e depois eu que era o idiota, mas em algum minuto — graças a Deus — elas pararam, e começaram a mandar mensagem de texto entre si, isso me preocupava um pouco.
          Quase perguntei a elas sobre o que elas estavam falando, mas meu orgulho venceu. Coloquei o meu CD Believe, e aumentei o volume no máximo. As duas reviraram os olhos, e riram, depois voltaram a mandar mensagens, uns caras com máquinas do outro lado da estrada estavam gravando enquanto eu passava. Eles deveriam estar pensando "o que o idiota do Justin está fazendo ouvindo seu próprio CD?" eu ri com a ideia de que isso fosse cair na internet e minhas fãs iam fazer aqueles tweets tipo "mais idiota que isso? impossível" e então no dia seguinte, eu começo a dançar macarena só de cueca e elas falam "quando você acha que não pode ficar pior", ri de novo, elas não iriam falar isso, e sim "OMB, JERRY!". É, minhas fãs são as melhores, além das mais engraçadas.
          — No que está pensando, Bieber? — Cait perguntou.
          — "Oh, eu sou o Justin Bieber, o adolescente mais gostoso, meninas, venham me amar. Quem quer o Jerry? Eu amo a Carol, a Carol é linda. Minhas fãs são demais, e eu sou top da balada", é nisso que ele está pensando — Carol disse rindo.
          — Ha-ha-ha — disse revirando os olhos.
          Finalmente chegamos em casa, e estacionei o carro e as duas foram correndo para a parte de trás de casa, e começaram a pular na cama-elástica. Dei risada delas que pareciam duas crianças, a boa parte foi que depois as duas pegaram tiraram as roupas e pularam na piscina. Calma! Elas estavam de biquínis.
          Meu celular começou a tocar, e eu o peguei para ver o que ou quem era: Chaz.
          — Cadê vocês? — ele perguntou assim que eu atendi.
          — Justin, entra — Carol disse rindo, e então Caitlin jogou água nela puxando-a para baixo, fazendo-me rir.
          — Em casa, na piscina — eu disse sem tirar os olhos das meninas.
          — Ah — ele suspirou. — A gente tá indo pra aí, não saiam da piscina.
          — Tá bom — eu disse rindo e revirando os olhos.
          Chaz desligou na minha cara. Dei de ombros e joguei o celular na mesa, tirando a camiseta e a calça e pulando na piscina.
          Carol e Caitlin ainda brincavam de afogar uma a outra. Até que eu cheguei perto delas, puxando as duas pela cintura até a superfície da água.
          — Que horas são? — Caitlin perguntou.
          — Quase cinco — eu disse e ela gritou, saindo correndo da piscina.
          Eu e Carol começamos a rir. E Carol subiu nas minhas costas, segurei as pernas dela com força e mergulhei, ela ficou se debatendo e eu rindo, até ela conseguir escapar de meus braços ficando frente a frente comigo. Dei risada dela, ela parecia brava.
          Submergi, ainda rindo, mas ela colocou as mãos nos meus ombros me fazendo mergulhar de novo.

aye, vish... o que vai acontecer? e.e bom, espero que estejam gostando, posso pedir pra vocês divulgarem a IB porque sério... eu to sem vontade de escrever, sério mesmo... se tiver mais comentários, mais FL no meu blog, sempre dá mais vontade porque vc sabe que alguém gosta do que você faz... então se puderem... por mim... :c obrigada.

sábado, 18 de agosto de 2012

Boyfriend (11º capitulo)

          Já estava na segunda semana desde que voltamos de Bahamas, e estávamos fingindo namorar e estava sendo uma total loucura! É beijo pra cá, agarração pra lá. Eu sentando no colo de Justin, e fingindo estar confortável com isso (e eu estaria, se não soubesse que era tudo fingimento).
          A parte em que eu mais gostava nisso tudo é que eu estava saindo mais com Justin, estávamos indo mais ao cinema, ao shopping, quando não tinha nada pra fazer ele me ensinava a andar de skate, íamos quase sempre tomar sorvete e caminhar, à praia, todos esses lugares sozinhos. Tipo, sem ninguém para cobrar beijos, e nem nada. Porque longe de tudo aquilo éramos apenas amigos. E isso que ainda somos.
          — Essa história de estarmos namorando é a maior loucura — eu disse apoiando meus cotovelos na areia, ao lado de Justin.
          — Eu sei, mas você não pode negar que é engraçado.
          — Verdade — eu disse rindo.
          Escutamos algumas risadas e olhamos para trás, estava todo mundo ali, e não podíamos fazer nada, haviam algumas fãs do lado, e já tínhamos notado alguns flashes de paparazzis.
          — Puta que pariu, isso virou perseguição — eu disse me levantando.
          Justin também se levantou e pegou as coisas, passamos pelo povo que ficou nos olhando, e então paramos para conversar com eles, para não ficar muito suspeito.
          — Oi — eu disse.
          — Ei — Jessica disse se pendurando no meu ombro. — Onde vocês vão?
          — Pra casa, tomar banho. E depois eu e Carol vamos andar de skate — Justin disse pegando em minha mão e me puxando. — Vem, vamos.
          Dei de ombros e cedi, indo com ele em direção em casa. Chegamos lá e eu fui correndo para o meu quarto — no qual eu e Justin concordamos em deixar minhas coisas caso alguma coisa (que estva sendo frequente) que eu não quisesse contar para minha mãe acontecesse — e tomei banho.
          Me vesti praticamente toda de preto, coloquei uma meia-calça fina, um shorts jeans de cintura alta, uma blusa de manga cumprida e coturno, deixei meu cabelo solto, e então fui para o quarto de Justin, que estava só de cueca vermelha procurando por alguma coisa para vestir.
          — Hm, bundinha sexy — eu disse rindo e indo até ele.
          Ele se virou pra mim, e enrugou a testa. Depois deu um sorrisinho metido e disse:
          — Obrigado — ele agarrou uma calça jeans e começou a vesti-la. — Você vai andar de skate de coturno?
          — Não, quem disse que a gente vai andar de skate? — perguntei me jogando na cama bagunçada dele.
          — Vamos fazer o que então? — ele perguntou pegando uma camiseta vermelha.
          — Vamos pra calçada da fama — eu disse sorrindo. — Ei, me empresta aquela sua jaqueta que você usou no clipe de One Time?
          Ele assentiu, e então foi pegar a jaqueta, jogando-a para mim. Peguei a jaqueta no ar e a vesti, eu achava ela perfeita, apesar de ficar um pouquinho grande em mim. Sorri pra ele, e apontei pro supra preto dele, e então ele pegou uma corrente com uma cruz de prata e colocou.
          — Swag — eu disse sorrindo. — Você ficou bonitinho assim.
          — Eu fico bonitinho sempre.
          — Que convencido, e não fica não — me levantei de cama e fui até ele bagunçando o cabelo dele, que ele tinha acabado de arrumar. — Aprenda uma coisa: cabelo bagunçado é sexy.
          Ele sorriu e se sentou na cama pra colocar o tênis, me sentei do lado dele enquanto observava ele sorrir colocando o tênis.
          — Seu nome está lá? — perguntei sorrindo.
          — Lá a onde? — disse ele respondendo com uma pergunta idiota, como sempre.
          — Na calçada da fama, duh! — revirei os olhos.
          — Ah, não. Infelizmente — ele disse sorrindo. — Mas queria estar.
          — Todo mundo quer estar na calçada da fama, idiotão — eu me levantei e fui até a porta com Justin me seguindo.
          — Ah, tem gente que nem pensa nisso — ele fechou a porta por trás de si (e deveria mesmo, o quarto dele estava uma bagunça).
          Estávamos quase saindo pela porta de entrada, quando Ryan e Chaz entram gritando.
          — A onde vamos? — Chaz perguntou sorrindo.
          — Para a calçada da fama — respondi.
          — Ah, podemos ir junto? — Ryan gritou em quanto ia para a cozinha.
          — Sim — respondi tímida.
          — Não — Justin disse na mesma hora que eu, e revirou os olhos. — Tá, podem ir.
          — Tá, a gente vai ir lá chamar as meninas e já voltamos, não vão antes da gente chegar, ein? — Chaz sorriu, e foi puxar o Ryan, os dois saíram e eu me joguei no sofá.
          — Ficou louca? — Justin disse me dando um tapa leve na cabeça.
          — Ai! Não, não fiquei louca. Depois que essa história de estarmos namorando começou nós nunca mais saímos com eles... — eu me expliquei sorrindo. — Sinto saudades de quando a gente era tipo, muito unido e coisa e tal.
          — Ah... Mas e aí? — ele se jogou no meu lado no sofá. — Eles vão cobrar carinhos e mimos, e com certeza lá vai ter paparazzis, então... O que a gente faz?
          — Nada, sei lá, fala pra eles que eu não quero que saibam que a gente tá namorando, ou sei lá. Acho que eles vão entender.
          — É o que espero.
          — Eu também.
          Ficamos esperando por quinze minutos e eles não apareceram, e então escrevemos um bilhete e fomos sozinhos para lá. Ficamos andando por lá até o fim da tarde (porque eu fiquei cegada pela quantidade enorme de flashes que vinham em nossa direção).
          — Odeio paparazzis — eu sussurrei baixinho no ouvido do Justin, escondida atrás dele.
          Justin riu. Sério, ele riu.
          — Você tem que se acostumar, sorria e acene — ele disse ainda rindo.
          — Por acaso você é um dos pinguins de Madagascar? — eu também ri.
          — Não, você é?
          — Sou. Nhac!
          — Meu Deus, você é muito idiota.
          — Sou menos que você — eu disse mordendo o ombro dele e saindo correndo.
          Ele saiu correndo atrás de mim, e atrapalhou duas mulheres que estavam tentando ver se era mesmo Justin Bieber, os paparazzis não correram atrás de nós só tiraram algumas fotos enquanto corríamos, mas Justin é mais rápido que eu e me alcançou em pouco tempo, pegando pela cintura e mordendo meu braço.
          — Para de me morder! Eu só te mordi uma vez — reclamei enquanto ele não parava.
          — Tá. Vamos voltar pra casa, tudo bem? — ele disse me pegando no colo e me levando até onde tínhamos deixado o carro, mas não prestei muita atenção, porque fiquei olhando para o rosto dele.
          Quando chegamos em casa, até minha mãe estava ali comendo pizza com todo mundo, falei "oi" para todo mundo e depois fui para a sala de cinema me jogando no sofá. Justin chegou alguns minutos depois com dois pedaços de pizza na mão.
          — Valeu — eu disse pegando um dos pedaços da mão dele.
          — De nada — ele disse se sentando ao meu lado.
          Eu e ele ficamos deitados um do lado do outro e colocamos num canal de filmes, e assistimos a Irmão Urso. É impossível não amar esse filme, estava quase no meio do filme quando Justin colocou a cabeça na minha coxa e ficou ali deitado, assistindo revirei os olhos e continuei a assistir. Quando o filme acabou Justin estava roncando, e minhas pálpebras estavam começando a pesar. Me encostei no quadril dele e também comecei a dormir. OBS: a bunda dele, é macia.
          Acordei no dia seguinte com Justin falando "bom dia" e acariciando meu cabelo, ouvimos um barulho vindo da cozinha e fomos ver o que era, uma mulher loira magra estava fazendo waffles, e uma jarra suco de laranja no final estava posto na mesa. A mulher se virou e disse um "oi" tímido, reparei que Justin ficou olhando para os seios dela, porque eram grandes. Cutuquei-o com o ombro e revirei os olhos para ele.
          — O que é? — ele sussurrou. — Oi, quem é você? E cadê o povo?
          — Desculpa, ele é mal-educado mesmo... — eu disse sorrindo.
          — Tudo bem — a mulher sorriu, mostrando dentes levemente tortos. — Eu sou a Lilian, mas por favor, me chame de Li. Os garotos e sua mãe saíram faz algumas horas, não queriam incomodar vocês.
          — Eles nunca querem... — Justin disse, indo até a mesa e colocando suco de laranja num copo.
          — Ah, mas até eu tenho que admitir que vocês estavam lindinhos dormindo — Li colocou dois waffles em cada um dos pratos a mesa, e colocou a cobertura, me sentei ao lado de Justin, e comi um pouco, nunca tinha comido waffles na vida, e era bom.
          — Que delicia — Justin disse.
          — Que bom que gostaram — Li sorriu, limpando as mãos no avental e o tirando.
          Olhamos enquanto ela lavava a mão e depois subia para arrumar os quartos. Nos entreolhamos e demos de ombro continuando a comer, depois que terminamos fui tomar banho, e me surpreendi com o meu quarto arrumado: as coisas estavam todas arrumadas, inclusive minha cama. Entrei no banheiro e as toalhas não estavam todas emboladas como normalmente a deixo. Tenho que agradecer a Li depois, Justin me falou que ele odiava ter empregadas, mas que era necessário mas ele não achava nenhuma.
          Peguei um shorts curto, e uma camiseta escrito "love me or die" joguei a roupa na cama e fui para o banho. Quando saí Justin estava sentado na minha cama mexendo no meu celular. Dei um grito.
          — Não precisa gritar — ele disse revirando os olhos. — Sua senha é minha data de nascimento, me ama demais.
          — E daí? A sua senha também é meu aniversário, mas você tirou a senha — sorri, e peguei a minha roupa, entrando no banheiro de novo.
          — Mexe muito no meu celular, me ama — Justin falou baixinho.
          — Amo nada, nem um pouquinho — eu gritei do banheiro enquanto colocava a roupa.
          Saí do banheiro e me dei de cara com o Justin fazendo biquinho e me olhando com uma cara de cachorrinho sem dono.
          — Nem um pouquinho? — ele perguntou e eu fiz que não com a cabeça. — Nossa, nem um pouquinho? Sério mesmo?
          — Nada, nem um pouquinho — menti e cheguei perto dele, apoiando a mão na cintura dele.
          — Ama sim, ama muito até — ele agarrou minha cintura e pulou de costas na cama. — Não ama?
          — Não — respondi me virando para sair de cima dele.
          — Mas eu te amo — ele disse sorrindo.
          — Prova então — dei risada.
          — Demorou, desce lá, vamos jogar vídeo-game, vou deixar você ganhar — ele também riu e nós descemos correndo.
          Lia estava varrendo a sala de cinema, e nós dois fizemos biquinho saindo de perto quando ela fez um gesto para sairmos da sala, me joguei no sofá e ele começou a fazer cócegas em mim.
          — Ah, para! Por que você sempre faz isso? — eu disse entre risadas.
          — Porque é legal — ele disse também rindo. — Só vou parar quando você admitir que me ama.
          — Mas eu não... te amo — fiquei dando socos no ar, tentando faze-lo parar — Para!
          Ele fez que não com a cabeça.
          — Argh! Tá bom, para. Eu te amo, Justin Drew Bieber, agora para de fazer cócegas em mim — assim que eu disse ele parou na hora. — Obrigada.
          — De nada — ele disse se inclinando e me dando um beijo na bochecha bem melado.
          Limpei a bochecha com a mão, o que o fez rir, e murmurei "eca" umas centenas de vezes. Li saiu da sala, e eu e ele fomos correndo para lá jogar vídeo-game, jogamos o que estava lá. Mortal Kombat.
          Eu ganhei, mas sabia que ele estava deixando eu ganhar porque ele mexia no controle apenas poucas vezes. Estava ficando com raiva.
          — Joga direito! — eu disse elevando a voz.
          — É minha prova de amor, meu orgulho por sua felicidade — ele disse com um sorriso.
          — Não, é meu orgulho, porque se eu ganho porque você deixa, ai você se acha superior falando que eu não sou melhor que você no vídeo-game, o que ambos sabemos que não é verdade.
          — Mas eu sou melhor que você — ele disse pegado o controle da minha mão e se deitando.
          Fui tentar pegar dele, mas meu corpo se caiu sobre o dele, e ficamos com a cara a apenas alguns centímetros de distância. Fiquei olhando nos olhos dele, e sorri. E então meu corpo começou a formigar, me acordando de um transe e me levantei.

Justin.

          — Joga direito! — Carol gritou.
          — É minha prova de amor, meu orgulho por sua felicidade — eu disse sorrindo.
          — Não, é meu orgulho, porque se eu ganho porque você deixa, ai você se acha superior falando que eu não sou melhor que você no vídeo-game, o que ambos sabemos que não é verdade.
         — Mas eu sou melhor que você — eu disse pegando o controle da mão dela e me jogando no sofá.
          Ela tentou pegar o controle de mim, mas então o corpo dela caiu sobre o meu e ficamos cara-a-cara com apenas alguns centímetros de distância. Sorri, enquanto ela olhava nos meus olhos, aquela sensação era boa. E então ela se levantou, acabando com todo o formigamento que tinha envolvido meu corpo inteiro.

          Mordi os lábios olhando enquanto ela saia de perto de mim, e então comecei a pensar se eu estava gostando dela, ou se isso era apenas sintomas dos nossos personagens de que estamos namorando. Não, Justin você não pode se apaixonar por ela. Qual é cara, ela é sua melhor amiga, se acontecer alguma coisa, a amizade acaba e fim, você vai se arrepender para sempre, minha mente gritava, e eu realmente concordava. Estávamos nos fingindo de namorados a dez dias, e isso não tinha atrapalhado em nada até agora.
          — Carol, Justin, a Caitlin e o Chaz estão aqui e parecem um pouco... ahn... chateados, Caitlin quer falar com o Justin — Li disse, colocado a cara sobre uma fresta na porta.
          — Tá, valeu Li — eu disse sorrindo.
          Chaz entrou na sala, e se sentou do lado de Carol, e então os dois começaram a conversar. Entrei no quarto em que Caitlin estava, e ela estava chorando com um travesseiro na cara. Corri até ela, e me sentei ao seu lado.
          — Ei, Cait, o que houve? — perguntei, puxando o travesseiro de leve.
          — O Chaz... Ele... Ele... — ela sorriu entre lágrimas. — Ele me pediu em namoro, e tal, e eu não respondi, eu sei, sou uma idiota.
          — Não, não é — peguei na mão dela. — Você tem que pensar, essas respostas não aparecem do nada, como acontece em filme. Você tem que pensar antes de aceitar, ao menos que você realmente ame a pessoa.
          — Mas... eu amo ele — ela mergulhou a cabeça em meu peito e eu a abracei.
          — Então por que não aceitou? — disse puxando um pouquinho o corpo dela de perto do meu.
          — Porque eu não sei se ele me ama.
          — Então você está com medo que ele não te ame — revirei os olhos sorrindo. — Cait, relaxa, Chaz já é apaixonado por você faz um tempo.
          — Tem certeza? — ela sorriu apertando minha mão.
          Assenti, o que a fez exibir lindos dentes brancos, enquanto ela secava as lágrimas com as costas da mão.
          — Mas e você e a Carol? Sei que vocês dois se amam, mas não estão namorando — ela sorriu. — Não sou tão burra assim, Justin.
          — Eu sei que não é — ri de mim mesmo. — Acho que realmente gosto dela, mas não...
          — Não sabe se ela sente o mesmo, eu sei — ela sorriu e mexeu nos cabelos compridos. — Acho que ela sente sim, só não admite.
          Eu ri, Carol, gostando de mim, como namorado. Até parecia uma piada. E então por um momento senti como se ela fosse a garota para quem eu escrevi Boyfriend.
          — O que foi? O que se passa na sua cabecinha, garoto apaixonado pela melhor amiga?
          — Caroline...
          — Normal, isso é normal — ela sorriu. — Pede ela em namoro.
          — Não sei, Cait — me joguei na cama com os braços estendidos.
          — Só... Tenta, ela gosta de você, eu sei disso, é impossível não gostar de você — Caitlin disse sorrindo, depois me deu um beijo na bochecha e saiu correndo para a porta. Segui ela, e ela estava abraçada com Chaz beijando-o.
          Sorri, e entrei na sala de cinema, Carol estava deitada no sofá com os olhos fechados. Pulei em cima dela. E ela gritou.
          — Idiota! Você é insuportável e retardado — ela gritou, me dando soquinhos no braço.
          — Também te amo — eu sorri.
          — Quem disse que eu te amo? — ela perguntou cruzando os braços.
          — Eu — tirei uma mexa de cabelo que estava grudada em seu rosto. — Precisa de mais alguém falando?
          — Sim, de mim. O sentimento é meu — ela sorriu.
          Alguém limpou a garganta atrás de mim e eu me virei para ver quem era. Caitlin e Chaz estavam de mãos dadas, e sorrindo.
          — Oi, a gente vai sair, se vocês quiserem ir com a gente...
          Assentimos, e então fomos com eles, estávamos a pé, eu e Chaz compramos sorvetes para as meninas e para nós e então continuamos a andar pela praia. Eu e Carol mais perto do mar, e Chaz e Cait mais longe. Carol passou o dedo no sorvete passou no meu nariz, e saiu correndo. Saí correndo atrás dela.
          Consegui alcançar ela e a peguei no colo, já que meu sorvete tinha caído no chão no meio do caminho. Sorri pra ela, e deixei nossos rostos bem próximos um do outro.
          — Nunca. Mais. Faça. Isso — eu disse pausadamente. — Infância se foi a muito tempo.
          Ela colocou o sorvete na minha testa e sorrindo disse:
          — Tá bom unicórnio — ela se inclinou e me deu um beijo na bochecha.
          Revirei os olhos, e levei-a de volta pra casa no colo, depois que Chaz e Cait falaram para  nós voltarmos para casa. E tive que ouvi-la reclamando que tem pernas.
          — E aí, Justin como é ser um unicórnio? — ela perguntou assim que chegamos em casa.
          — Talvez um dia você possa me dizer como é — sorri colocando-a no chão.
          Ela entrou no quarto dela e pegou o MacBook, e depois entrou no twitter, fiquei olhando por sobre o ombro dela. Havia algumas garotas pedindo pra ela falar algumas coisas pra mim, outras perguntando como é ser a minha melhor amiga, e ela respondia. E depois se virava e mandava o recado para mim. Uma menina perguntou se eu e ela estávamos namorando, e ela respondeu "hahahaha, não. que sonho!" só não entendi em qual sentido ela quis dizer que era um sonho.
          — Justin, sério, você namoraria comigo? — ela perguntou se virando para trás e se apoiando em uma das mãos.
          — Se eu gostasse de você desse jeito, sim. E você, namoraria comigo? — disse sorrindo.
          Ela não respondeu e se virou, postando alguma coisa no twitter em português, e fechando o computador, depois ela se deitou com a cabeça no meu colo.
          — Você não respondeu minha pergunta — comecei a acariciar o cabelo dela.
          — Ah... não sei — ela sorriu.
          Obrigado Carol, ajudou muito, pensei tentando sorrir, não quero que ela pense que eu estou  decepcionado ou algo assim.
          Me deitei ainda acariciando o cabelo dela, e depois de ficar um bom tempo pensando no que Cait havia dito, sobre ela também gostar de mim, dormi, com ela. Mas já me acostumei com isso.

olá coisinhas deliciosas. como vão vocês?  haha, então o que estão achando da IB? comentem, pfvr ok?  posto o resto com no minimo 8 comentários, haha n vou abusar s2 amo vocês negões.

sábado, 28 de julho de 2012

Boyfriend (Décimo capitulo)

          — Você está virando uma garota social — eu digo lambendo o sorvete que estamos tomando. — Melhor assim.
          — É, porque agora você pode falar que ama uma garota social.
          — Vamos começar com isso de novo? — digo, ouvindo atentamente o som da risada dela.
          — Talvez, mas agora não. Estou cansada demais, quero chegar em casa, e me jogar na cama.
          — Ah, com certeza iremos fazer isso.
          — Não vai ter tempo pra mais nada, se eu deitar...
          — ... vou dormir sem hesitar. — eu digo completando a frase dela.
          — Isso mesmo.
          Dito e feito, chegamos no hotel e cada um foi para seu quarto, me joguei na cama, e dormi quase que instantaneamente.

          Passaram-se os outros dias, o que foram monótonos demais para serem comentados: os casais se pegando, eu e Caroline saindo, voltamos para casa e dormimos para o dia seguinte, acordando apenas depois do meio-dia.
          — Bom dia — Carol disse pulando em cima de mim.
          — Ai, eu ainda sou feito de ossos, tudo bem? Eles podem quebrar.
          — Verdade, desculpe. Os ossos sagrados, me desculpe — ela disse levantando a mão como se estivesse se rendendo e rindo. — Você é muito frágil. Você transando deve ser muito mole... 
          — Vem cá então, deixa eu te mostrar — disse agarrando-a pelo braço e a puxando para meu colo, depois passando a mão por sua coxa.
          Ela fica resistindo, e se debatendo, então a soltei e ela me deu vários tapas no ombro.
          — Idiota, levanta, vamos comprar coisas para o lual, Virgem desesperado.
          Virgem desesperado, ela realmente havia me chamado de virgem? E ainda de desesperado? Ah, ela não sabia o que minhas... partes íntimas já viram, e sentiram. E esse pensamento me lembrou o gigante lote de tempo que eu não transava com ninguém, desde que a My World Tour acabou fico dependente apenas das garotas que encontro nas baladas, mas ultimamente Caroline não deixa eu nem beijar uma garota, quanto mais levar ela para casa. E sim, ela me seguia até em casa e ficava por meia-hora, às vezes duas esperando que nenhuma garota entrasse em casa. Ciúmes, mas ela negava.
          — Eu que sou virgem desesperado...
          — Eca! Não quero saber da sua vida sexual — ela gritou se afastando.
          — Você que começou...
          — Com uma brincadeira — ela disse me interrompendo. — Não perguntei se você é ou não virgem, sua vida sexual não me interessa. Assim como você não sabe se sou ou não virgem.
          — Eu sei que você é.
          — Ah, é claro, porque você tem super-poderes.
          — Não, não tenho. Mas sei que você é, porque você disse que nunca namorou, e garotas só perdem a virgindade com garotos realmente especias.
          — Tá... É... Vamos mudar de assunto — ela disse gaguejando.
          — Tudo bem.
          Ela revirou os olhos se levantando da cama. Me levantei também e cheguei mais perto dela, e então agarrando-a no colo comecei a fazer cócegas nela, o que a fez se contorcer por conta das risadas.
          — Para — ela disse entre risadas, enfiando as unhas compridas no meu antebraço. — Vai tomar... — ela se jogou no chão, e começou a me dar chutes no ar, numa tentativa frustada de fazer com que eu parasse de fazer cócegas nela, mas me joguei nela e continuei. Até ela me morder, com força.
          — Ai, isso doeu.
          — De nada, agora vai tomar banho.
          Me levantei, e tirei minha camisa jogando-a na cara de Caroline que gemeu de nojo e jogou a camisa para longe.
          — Você é nojento.
          — Me ama demais, la la la.
          — Criança.
          — Chata.
          — Bobo.
          — Seu bobo — eu disse brincando, esperando que ela me xingasse.
          — Só meu? — ela perguntou me surpreendendo.
          — Só seu.
          Cheguei mais perto dela, e dei um beijo em sua bochecha, agarrando-a com o braço esquerdo e tirando-a do chão colocando-a em cima da cama e fui para o banheiro. Liguei o chuveiro e comecei a refletir: ela tinha se tornando a minha melhor amiga, e eu acho que significava o mesmo por ela. E só então percebi o porque ela era tão ciumenta comigo: ela nunca teve um amigo para ter ciúmes, e agora que tem, não quer me perder. Eu admito: tenho ciúmes dela, não quero ela com nenhum filho da puta, e acho que ela pensa o mesmo por mim. Mas isso não significa que estamos apaixonados um pelo outro, e sim que somos amigos. Grandes amigos. Melhores amigos.
          Fiquei o banho inteiro pensando nisso, enrolei uma toalha na cintura e fui até o espelho, tirando com a mão o vapor que havia se grudado no mesmo. Olhei meu reflexo, e depois peguei as escovas de dentes. Escovei os dentes e pensei em Carol, no luau. Eu vou cantar uma música para ela.
          Abro a porta e dou um pulo quando vejo que Carol já está sentada no meu quarto usando um vestido amarelo florido, uma sandália baixa e uma tiara no cabelo mexendo no meu MacBook, fui até ela e vi o que ela estava vendo: as menções no meu twitter.
          — Cadê a privacidade? — disse.
          — Tá em falta — ela disse sorrindo.
          Praticamente voei para fechar a tampa do computador, e só quando aterrissei na cama pude perceber que a toalha havia ficado para trás. Carol estava olhando para minhas partes íntimas com os olhos arregalados.
          — O que foi? — perguntei com raiva, colocando a mão em cima, e saindo da cama para pegar a toalha, mas quando me virei percebi que ela ficou olhando pra minha bunda.
          — Nada — ela disse ainda olhando para baixo enquanto eu recolocava a toalha.
          — Gostou né? — disse rindo, e indo para o armário pegar as roupas.
          — Demais, bem grande — ela disse num som sarcástico, o que me magoou um pouco. E como se tivesse lido meus pensamentos, seu tom ficou sério e ela disse: — Não, é sério. É grande mesmo.
          Sorri, e coloquei a cueca ainda com a toalha em minha cintura, depois tirei a toalha e coloquei uma calça, passei desodorante e um perfume Dolce & Gabbana, peguei uma meia e um supra e me sentei na cama para coloca-los.
          Carol se levanto e foi até o armário, procurando alguma coisa, e então ela pegou uma camisa lisa branca com uma bandeira média do Brasil na manga do braço esquerdo.
          — Usa isso pra mostrar seu amor por mim.
          — Não te amo, mas amo o Brasil. Então vou usar.
          — Fala "amo muito você" — ela disse alguma coisa em português que eu não entendi.
          — O que isso significa?
          — Só diz.
          — Tá, amo muito você — eu disse em português, tentando sem sucesso copiar o que ela disse.
          — Aw, também te amo, meu lindo.
          — Vadia. Ah, admitiu que me ama.
          — Você também.
          — Amo mesmo.
          — Eu sei, vamos. As meninas devem estar nos esperando lá em baixo — ela disse jogando a camisa para mim.
          Agarrei a camisa no ar e a vesti, seguindo Caroline até o elevador. Descemos até o térreo, e vi os meninos batendo os pés irritados, e as garotas com bico e de braços cruzados.
          — Parando de birra os seis, o que houve? — Carol disse chegando perto dos sofás.
          Estávamos de mãos dadas, todos olharam para nós e os olhares desceram para nossas mãos.
          — Eles são idiotas demais — Natalie disse olhando para os meninos.
          — Vocês estão namorando? — Jessica perguntou.
          — Ah, vocês ficam tão lindos juntos — Caitlin murmurou.
          — Nós não estamos namorando — eu e Carol dissemos juntos soltando a mão um do outro.
          — Parece que estão — Jessica disse batendo os cílios.
          — Vocês vivem grudados um no outro, saindo sozinhos — Chaz disse.
          — Tá, que seja. O que houve aqui?
          — Passou uma menina aqui — Natalie começou.
          — Que tinha mais bunda, e mais peito do que não sei o que — Jessica continuou.
          — E esses idiotas, ficaram olhando e sussurrando que queriam traçar ela — Caitlin rosnou.
          Eu e Carol caímos na risada.
          — Eles só queriam provocar vocês.
          — Eu faço isso o tempo todo com Carol.
          Me arrependi das palavras assim que as disse, eu fazia mesmo. Mas caras maliciosas surgiram e nos olharam.
          — E depois falam que não estão namorando — todos disseram juntos, o que me deu medo.
          — Não estamos.
          — Faço isso porque ela fica bonitinha com ciúmes — eu disse bagunçando o cabelo dela. — Mas um ciúmes de amigos, não igual o de vocês — apontei para as meninas. — Ela é como uma Jazzy adolescente pra mim.
          Ela se virou para mim e sorriu dizendo "obrigada" sem som, e se virando.
          — Vamos?

          Quando voltamos do supermercado, pegamos as barracas os sacos de dormir e fomos para o acampamento-luau na praia. Chegamos lá, já estava no fim da tarde, as meninas (menos Carol)foram comprar alguma coisa para acender o fogo, enquanto os meninos me ajudavam a montar as barracas, cada um montando as suas. Carol tentava se aquecer enquanto me ajudava a montar a barraca que tínhamos comprado para dividirmos.
          As meninas chegaram, com uma sacola grande que parecia pesada. Os meninos foram ajudar elas, mas só depois que as barracas estavam prontas.
          — Sai daí, você tá mais atrapalhando do que ajudando tremendo tanto assim — eu disse empurrando Carol para onde os meninos usavam um fósforo para acender o fogo.
          — Ai, idiota.
          — Você tá tremendo, te jogo pro fogo e ainda reclama.
          — É.
          — Então vai se foder.
          — Não valeu, tô bem aqui.
          Natalie chegou perto de Caroline, e puxou-a pelo braço.
          — Onde vamos?
          — No shopping, vou comprar um vestido. E você vem comigo.
          — As meninas não podem ir?
          — Elas já vão.
          — E por que eu também tenho que ir?
          — Ai meu Deus! Dá pra parar de reclamar e vir logo? — Jessica disse puxando-a.
          Caroline olhou pra mim, como se pedindo socorro e eu dei de ombros e sorri. Terminando de montar a complexa barraca, e me juntando no fogo com os meninos para comer marshmellows.
          — E então... Você e Caroline? — Ryan perguntou com um sorriso malicioso.
          — O que tem? Somos só amigos...
          — Realmente acha que acreditamos na história do "somos só amigos" qual é Justin, não somos tão idiotas assim, não é? — Chris disse enfiando um marshmellow na boca.
          — E você entende muito de amor, não é?
          — Mais do que você, pelo visto.
          — Chaz, ajuda sempre é bem-vinda — eu disse chamando Chaz que estava calado para a conversa.
          — Foi mal, Justin, mas eu concordo com eles — Chaz disse apontando para Chris e Ryan com a cabeça. — Ei, acham que a Caitlin tá comigo de verdade ou não?
          — Ela gosta de você — eu disse, pois eu sabia como ela olhava para alguém quando gostava dessa pessoa. Sabia muito bem.
          — Que seja, vou dormir — eu disse me levantando e entrando na barraca. — Me acordem quando as meninas chegarem.
          Me enfiei para dentro do meu saco de dormir, e fiquei me virando de um lado para o outro, porque não conseguia parar de pensar para dormir, nem um pouco e então as meninas chegaram e Chaz abrindo a barraca pulou em cima de mim. Mesmo eu estando acordado.

Caroline.

          — Então... Você e Justin, ein Carol? — Caitlin disse se sentando na vitrina de uma loja, e todas fizeram o mesmo.
          — Não íamos ao shopping? — perguntei tentando mudar de assunto.
          — Foi só uma desculpa para te tirar de lá, qual é. Não iríamos falar sobre o Justin na frente dele, se toca! — disse Natalie revirando os olhos castanhos claro — Então, responda nossa pergunta: o que rola entre você e o Justin? 
          — Amizade, apenas isso. Podemos voltar? Estou com frio — eu disse me abraçando e me virando para a direção da praia.
          — Não caímos no papo de amizade — Jessica disse.
          — É, isso é papo furado — Natalie continuou.
          — Total, não há razões para você fingir que isso é mentira — Caitlin disse. — Além disso eu vejo nos olhos dele, que ele está completamente apaixonado por você.
          — Ai meu Deus! Você está louca, Caitlin? Eu e Justin? Ele está apaixonado por mim? Isso só pode ser brincadeira! — dei uma risada nervosa.
          Ninguém além de mim riu, elas apenas me encaravam de braços cruzados e caras sérias.
          — Ah, por favor. Não me diga que todas vocês acham isso.
          — Achamos — todas disseram juntas.
          — Como você não consegue ver? Tá tão na cara — Natalie disse.
          — E você também está apaixonadinha por ele — Jessica disse me dando um empurrãozinho. — Ah, qual é, no dia em que nos conhecemos você quase morreu de ciúmes quando eu o beijei.
          — Isso não é verdade. Nem nos conhecíamos na época, eu só achei que você era um pouco...
          — Vadia? Certo, agi como uma naquele dia. Mas... Tanto faz, voltemos ao ponto: Você e Justin. Formam um casal lindo, só não vêem. Ou vêem e não admitem. 
          — Por favor, me poupe. Vocês dois vão se casar e ter filhinhos. Lindos e perfeitos — Caitlin disse.
          — Que fantasia! Amizade entre meninos e meninas existe, tá bem?
          — Você — Natalie sussurrou.
          — Definitivamente não tem jeito — Jessica sussurrou também.
          — Só não consigo ver onde vocês vêem que eu e Justin estamos apaixonados um pelo outro. Qual é! Isso é tão... Estranho e constrangedor. Tipo, eu e Justin? Dá um tempo.
          — Tudo bem, vamos voltar.
          — Ótimo.
          — Ótimo. 
          Chegamos ao acampamento, e não vi Justin na roda de meninos que estava conversando e comendo marshmellows. Me sentei ao lado de Chris pegando da mão dele um marshmellow que ele ia colocar na boca.
          — Ei!
          — Não vai fazer falta, vai? — eu disse, e ele balançou a cabeça.
          Chaz se levantou e foi até a minha (e a do Justin) cabana, e pulou nela, depois só ouvi o grito do Justin.
          — Filho da puta! Eu tava acordado, idiota, não sabe mais meu nome? — ele disse irritado.
          — Desculpa, sua namorada... Quero dizer, amiga, chegou — Chaz disse enfatizando o "amiga".
          Que porra é essa? Agora todo mundo acha que estamos namorando? Mas o quê? Isso é tão... Infantil, idiota e... e... e... Constrangedor! Eu e Justin, quem iria imaginar. O grupinho de casais apaixonados, quem mais? Isso mesmo: Ninguém! Eu e Justin, a ideia me fez rir.
          Justin saiu da cabana com um violão para canhotos, e tocou a música Favorite Girl olhando nos meus olhos, o que fez as meninas fazerem um som de "awn" e sussurrarem "nós dissemos". Apenas revirei os olhos e fiquei prestando atenção na música que era realmente linda. E depois que ele terminou a música e todos aplaudiram ele foi ficar um pouco mais perto do mar, sozinho. Peguei um pacote de salgadinho que tínhamos comprado e fui até Justin.
          — Ei, garoto solitário.
          — Ei, garota sorridente.
          — O que está tocando? — perguntei interessada na música.
          — Ah, só uma música que escrevi para... para... Ah, esquece.
          — Pra quem? Hm, Justin está apaixonado — eu disse, cutucando-o com o ombro.
          — Não estou não — ele disse bravo. — A música é pra você, idiota.
          — Ah, que coisa linda.
          — Mas só vou tocar ela no seu aniversário, nem adianta insistir.
          — Ah, não vai mesmo. Uma coisa que você tem que saber sobre mim: odeio surpresas. Não me importo se você escreveu com amor e carinho, vai ter que cantar.
          — Mas...
          — Sem "mas", canta logo.
          — Tá bom. 
          E então ele começou a tocar algo no violão, algo calmo e bonito, realmente gostei do som.

You got the perfect way
(você tem o jeito perfeito)
That I never thought
(que eu nunca pensei) 
Find in some girl
(achar em alguma garota)
That made me feel like a superman
(que me faz sentir como um super-homem)
Because I feel I have to protect her
(porque eu sinto que tenho que protege-la)
What make her cry
(do que a faz chorar)
And make me feel
(e que me faz sentir)
Like a prince
(como um prícipe)
Without the white horse
(sem o cavalo branco)
Because I know
(porque eu sei)
That when I am with her
(que quando estou com ela)
I can be myself
(eu posso ser eu mesmo)
And not a lies box
(e não uma caixa de mentiras)
Because she makes me feel
(porque ela me faz sentir)

          Nesse minuto eu comecei a chorar, não sei porque a música me emocionou de um jeito que eu realmente nunca pensei me emocionar, a música (que ele tinha feito para mim) era a música mais perfeita que eu já tinha ouvido. Mas ele não tinha visto, estava concentrado em tocar o violão.

Like I was 
(como se eu fosse)
A normal boy 
(um garoto normal)
Walking in the LA's streets
(andando pelas ruas de LA)
DE MELLO, Juliana. Composição de Perfect best friend.

          — Gostou? — ele perguntou com um sorriso, e então olhou pra mim. — Ei, Carol, por que você tá chorando?
          — A música é linda — eu disse abraçando-o.
          — Obrigada, mas por que você tá chorando? 
          — Porque eu... É que eu nunca imaginei que alguém ia escrever uma música pra mim, e aqui está você, o adolescente mais desejado do mundo cantando uma música perfeita pra mim.
          — É... Eu... Me desculpa.
          — Pelo o quê? — eu perguntei, limpando as lágrimas com a manga do moletom do Green Lantern 10 vezes maior que eu.
          — Por te fazer chorar e coisa e tal.
          — Mas é muito burro — eu disse rindo e empurrando-o com força. — Tô chorando de emoção, ah qual é, você não pode ser tão burro. Pode?
          — Posso sim. E então qual o nome da música?
          — Não sei, estava pensando no que?
          — She make me feel, ou, Perfect best friend.
          — O primeiro título parece que você está escrevendo para o amor da sua vida. E o segundo, tá na cara que é pra mim — eu disse batendo os cílios. — Ao menos que essa música não seja publicada, nenhum dos títulos está bom.
          — Não vai ser, é uma música só nossa.
          — Então Perfect best friend é o nome perfeito.
          — Concordo. 
          Me encostei no ombro dele, e ficamos apenas olhando as ondas se quebrarem, quando levantei a cabeça para olhar pra ele, ele estava olhando para mim e então vi o olhar que Caitlin estava falando. Mas pra mim, não era um olhar apaixonado, era um olhar meio sinistro, daqueles que te envolvem e coisa e tal. Mas não um olhar apaixonado. Nunca um olhar apaixonado, e então puff, enquanto eu estava olhando os olhos dele nossos lábios se tocaram, e não se soltaram por um bom tempo, até eu me afastar porque estava sem ar, mas não levou muito tempo para que acontecesse de novo. E logo estava nós nos beijando de novo, e de novo. Pude ouvir o pessoal gritando "uhul!", mas não dei a mínima, estava concentrada em apenas uma coisa: os lábios de Justin. Me envolvi tanto com a coisa que demorou para perceber que eu já estava em cima dele beijando-o com as mãos em seu pescoço e ele puxando meu corpo para cada vez mais perto do seu.
          — Droga!
          — O que foi? — Justin perguntou me olhando confuso enquanto eu me afastava e me sentava.
          — Olha como eu sou inteligente: as meninas falaram que estamos apaixonados um pelo outro e eu estava negando, e então você aparece todo sedutor tocando violão, e a gente começa a praticamente comer um ao outro. 
          — É, você não é inteligente. E eu também não, porque aconteceu a mesma coisa com os meninos.
          Começamos a rir, e eu me deitei no peito dele olhando as estrelas. E então olhei para cima, e de novo ele estava olhando para mim.
          — Você me ama? — ele perguntou acariciando meus cabelos.
          — Eu... Eu não sei — disse engolindo em seco. — Quer dizer, eu te amo. Mas não desse jeito, não como namorada. Eu só te amo. Mas... Mas como amigo.
          — Ótimo, porque eu também não sinto nada assim por você.
          — Ai. Essa doeu.
          — Desculpa — ele riu. — Ei, que tal a gente fingir que está namorando, só pra deixar nossos amiguinhos ali felizes?
          — É, ai a gente sai com eles, tem que fingir está apaixonado um pelo outro. Os paparazzis tiram foto. E suas fãs começam a me odiar eternamente. Lógico, por que não?
          — Ah, desculpa.
          — Para de se desculpar! A ideia é boa, contanto que nada aconteça em público.
          — Tá dentro, então?
          Assenti, e pensei: até quando?
          — Vamos fingir estar namorando até quando?
          — Até o seu aniversário. Faltam só dois meses.
          — Tá, é tempo o suficiente. 
          — Também acho.
          — Vai, vamos voltar pra fogueira tô morrendo de frio. 
          Nos levantamos e fomos até a fogueira, Justin se sentou e quando eu fui sentar ao lado dele, ele me puxou para seu colo e me abraçou, deixando meu corpo mais quente, e eu gostei de sensação. Olhei para ele (era estranho vê-lo de cima, já que eu era uma anã perto dele), e nos beijamos. 
          — Então vocês se tocaram? — a voz de Jessica atrapalhou nosso beijo.
          — É... acho que sim — eu disse sorrindo.
          — E estão namorando? —  Chris perguntou com um sorrisinho perverso no rosto.
          — Sim — Justin disse, depois que eu fiquei em silêncio.
          — Até que enfim — Chaz e Ryan comemoraram pegando uma latinha de Coca-Cola e brindando com ela.
          Fomos dormir, eu e Justin entramos na nossa barraca, e os outros entraram na deles, não demorou muito para que ouvíssemos alguns gemidos vindo da barraca ao lado que era de Jessica e Ryan. Arregalei os olhos e eu e Justin demos risadas.
          — Que safados — eu disse sorrindo.
          — São mesmo — Justin disse. — E idiotas, acreditaram mesmo que estamos namorando.
          — Pois é, mas somos ótimos atores. É claro que acreditaram.
          — É. Somos ótimos atores.
          Comecei a cantarolar a Perfect best friend e Justin cantou-a comigo. Foi engraçado, enquanto ouvíamos os gemidos, estávamos rindo e cantando. E ficamos assim a noite inteira, conversando e cantando.

boooom, o que acharam? bom, a música foi composta por mim, então ficou uma bosta, mas eu realmente gostei desse capitulo. e espero que vocês também tenham gostado, obrigada. haha. beijinhos e comentem, quero pelo menos 9 comentários ein.