Submergi arfante, Carol estava rindo igual uma idiota. Cheguei mais perto dela, e a puxei pelo pé para baixo, enfiando novamente a cabeça embaixo d'água.
— Idiota! — ela gritou rindo quando submergimos.
— Eu? — eu disse tentando fazer uma expressão chocada.
— Não, não eu que sou — Carol disse rindo e jogando água em mim.
Retribui a água e ela tossiu engasgada. Dei risada, e saímos da piscina, pedimos toalhas para Li, e ficamos conversando do lado de fora de casa até nos secarmos um pouco.
— Planos para hoje? — perguntei a ela.
— Só sei que não quero ficar em casa.
— Balada?
— Acho que não — ela disse secando o cabelo com a toalha.
— Shopping? — perguntei fazendo careta, o que fez ela rir.
— De novo? Não, que tal se formos surfar?
— Sério mesmo?
— Aham.
— Tudo bem, vamos surfar.
Entramos em casa, e Carol foi pegar uma roupa para vestir, e eu fui pegar as pranchas e colocar uma bermuda seca. Nos encontramos na sala de estar e entramos no carro.
Ficamos escutando um CD com rap brasileiro, até a praia, chegamos lá e a praia estava vazia, havia apenas dois surfistas, e uma garota passeando com o cachorro.
Carol tirou a blusa e o shorts, tirei a camiseta, pegamos as pranchas e fomos surfar. Tive que ensinar Carol, pois ela não sabia, mas ela até que já estava surfando bem, para o primeiro dia. Isso que é o bom dela: ela aprende rápido.
— Como tá ai? — perguntei quando vi ela caindo.
— Bem, acho que torci meu pé.
— Idiota.
— Puxei você.
— É a vida.
Ela se apoiou em mim até chegarmos na areia, ela não só tinha torcido o pé, como o tornozelo estava sangrando.
— Garota de sorte, não foi nada sério. É a primeira vez que surfa? — um dos surfistas que estavam lá perguntou. — Sou o Jack.
— Oi Jack, sou a Carol, e esse é o Justin. Sim, é a primeira vez que eu surfo — ela disse sorrindo.
— Não desiste, ok? Se machucar faz parte, vou ir pegar os curativos com meu amigo, esperem aqui.
— Tudo bem, valeu.
Fiquei observando o garoto conversando com o outro, e depois os dois vindo em nossa direção.
O garoto que estava vindo com Jack me parecia familiar, dei de ombros, e verifiquei novamente o machucado de Carol. Quando os meninos chegaram mais perto Carol se encolheu.
— O que foi...? — perguntei e olhei pra onde ela estava apontando.
O segundo garoto, que estava com Jack, era o desgraçado do Stark. Encarei-o e então me levantei com raiva.
— O que você está fazendo aqui, desgraçado?
— A praia é publica, se você pode estar aqui, todos podem.
— Parem de brigar, a menina está machucada — Jack disse separando a briga.
Os dreadlooks dourados de Jack caiam sobre seus ombos, um deles ficou no pé de Carol e ela começou a brincar com o cabelo dele.
— Valeu Jack — ela disse, e Jack a ajudou a se levantar.
— De nada, sempre que precisar.
Carol deu uma risadinha envergonhada.
— Vamos? — eu disse a Carol.
— Tá bom — ela respondeu e deu um beijo na bochecha de Jack e de Stark, agradecendo.
— Vem pra cá qualquer outro dia.
— Tá bom, valeu Jack, de verdade.
Saímos da praia e entrei no carro.
Carol estava sorrindo igual boba, revirei os olhos e saí dali. Não trocamos uma só palavra até chegarmos a uma sorveteria.
— Podemos tomar sorvete? — Carol perguntou.
Eu assenti e parei o carro em frente a sorveteria, entramos nela e cada um pediu o sorvete que queria, depois saímos e ficamos andando, ainda em silêncio, por uma praça que tinha por ali.
Carol se sentou num banco e eu me sentei ao seu lado, ficamos olhando as estrelas em meio as árvores. Ela suspirou alto e pegou em minha mão.
— O que foi? — ela perguntou.
— Hã?
— Você está calado desde que saímos da praia.
— Será que você não viu que o Stark estava lá?
— Sim, mas relaxa Justin ele não pode me matar com o olhar, e o Jack...
— Jack? Ele é amigo do Stark...
— E daí?
— E daí que ele pode ser como ele...
— Ou os dois podem ter acabado de se conhecer e ele só queria ajudar...
— Acho que não!
— Foda-se sua opinião!
Depois disso eu fiquei quieto e ela também, ela soltou minha mão e se levantou do banco, começou a chuviscar. Revirei os olhos e fui atrás dela, ela começou a andar na direção oposta e se sentou no chão.
— Desculpa.
— Tá tudo bem.
— Não, Justin, você só tava tentando me proteger e eu fui grossa com você.
— Você é sempre grossa — disse rindo.
— Para, tô falando sério.
— É, tá, desculpa — eu disse tentando parar o riso, mas continuava com o sorrisinho irônico no rosto. — Sabe que eu te amo né?
— Aham.
Me sentei do lado dela e ela deitou a cabeça no meu ombro, começou a chover mais forte e ela me olhou. Eu dei risada e levantei, pegando-a no colo e a colocando de pé. Ela sorriu, e eu também.
Quando me virei ela pulou nas minhas costas e nós dois caímos no chão.
— Fraco.
— Gorda.
Ficamos rindo deitados no chão e ela se levantou, me puxando para me levantar também, quando fiquei de pé, ficamos muito perto um do outro. Ela virou o rosto constrangida, e eu dei risada.
— Vai, vamos pra casa.
Ela deu risada e pulou nas minhas costas de novo, mas dessa vez não caímos, fui até o carro com ela sussurrando no meu ouvido coisas safadas, e fazendo perguntas maliciosas.
Coloquei-a sentada no banco do passageiro, e fui para o lado do motorista, mas quando abri a porta, ela estava no meu lugar.
— Posso dirigir? — ela perguntou e eu fiz que não com a cabeça. — Eu já tenho dezesseis anos!
— E daí? Fala isso pra sua mãe.
— Chato.
— Valeu.
— De nada, bobão.
Empurrei ela de volta pro lugar dela e me sentei, comecei a dirigir em direção a minha casa, mas então resolvi deixar Carol em sua casa, pois me lembrei que hoje eu e as meninas, iriamos combinar as coisas do aniversário dela.
Deixei-a em casa, e fui para a minha. Quando cheguei todos me olhavam com raiva e eu dei risada.
— Desculpa a demora, Carol é muito irritante.
— Tanto faz — Ryan disse.
— É, hm, ajuda a gente: qual a cor preferida dela? — Caitlin perguntou.
— Roxo.
— Ela vai fazer 17 anos, né?
— Aham.
— A gente vai fazer a festa aqui ou na casa dela?
— Aqui.
— Que monossilábico você.
— "Roxo" tem duas sílabas.
— Tá.
Terminamos de discutir quando era mais ou menos 1h48 da manhã. Subi para meu quarto e me joguei na cama dormindo quase instantaneamente. Tive um sono sem sonhos, e só fui perceber que não jantei quando acordei com fome de manhã.
— Bom dia dorminhoco.
— Bom dia — eu disse sem me importar com quem era. — Trouxe café da manhã?
— Aqui, nossa você é um morto de fome.
— Valeu.
Olhei pro meu prato de waffles, e meu copo com suco de laranja. Comi tudo em pouco tempo e comecei a olhar enquanto Caroline decidia que roupa eu usaria. Ela pegou uma camisa preta, uma bermuda jeans, um tênis preto e um boné dos Yankees vermelho.
Fiquei o tempo todo me perguntando pra onde iríamos.
eae manolos, demorei mas postei, então pronto... só postei porque a Isabela começou a me pressionar, e agradeçam a ela pq ela que me lembrou como tava a escola. Sobre os comentários sobre as ideias, eu vou fazer, mas colocar em outros capítulos, tá bem? firmeza, espero que gostem, e tchau. Comentem aqui em baixo, me sigam, divulguem a IB, me sigam no twitter tbm (@cihmenta), me amem, me idoletrem, me amem, e tchau pq sim.