terça-feira, 24 de abril de 2012

Boyfriend (Quarto capitulo)

       No dia seguinte foram postadas as fotos do Justin me ensinando a andar de skate, e foi bem engraçado, quando eu invadi o Twitter dele pelo o celular, e vi meninas brasileiras, e americanas perguntando quem era a garota, e claro que também tinham as garotas que falavam que era elas, quando Justin viu que eu estava no Twitter dele logo arrancou o celular da minha mão. O dia passou rápido, e foi engraçado, eu e Justin ficamos na piscina o dia inteiro, e depois fomos a um restaurante francês com minha mãe, Scooter e a noiva dele. Ah e quase me esqueci do Kenny que está sempre com o Justin.

          Já faziam três semanas em que eu estava em LA, e minha mãe ainda não havia se decidido em qual casa comprar, Justin tinha viajado no final de semana passado, e eu estava muito solitária por não ter ninguém para implicar, mas ele chegaria hoje à tarde, e isso era bom. 
           Fiquei jogando vídeo-game, mas não consegui fazer isso sem pensar no Justin, e na dancinha ridícula que ele fazia quando ganhava de mim, então resolvi ficar no twitter, mas então o idiota tweetou "backing to LA". 
          Abri as fotos de quando o Justin foi me ensinar a andar de skate, e comecei a rir, quando percebi que eu tinha me escondido atrás dele. 
           Que droga, não consigo fazer mais nada sem pensar nele, pensei e comecei a dar risada.

          De noite quando Justin chegou em casa, com Scooter, Kenny, e uma mulher morena — que eu acho que já vi fotos dela de quando entrei no quarto de Justin — me segurei para não pular no colo dele e o abraçar forte, então só baguncei o cabelo dele qual é, eu senti falta de xingar ele pessoalmente. E pelo telefone não é a mesma coisa.
           — Oi Carol — ele sorriu e apontou para a mulher. — Essa é minha mãe, ela vai ficar um pouco com a gente, porque Scooter e sua mãe estão precisando de ajuda com algumas coisas. 
           — Oi — eu disse cumprimentando a mãe dele. — Por que tá feliz, Bieber? 
           — Voltei pra casa — ele piscou pra mim, virando o rosto. — E você por que tá feliz?
           Porque você voltou, e agora tenho a quem xingar, e quem me levar pro shopping, porque essa casa é um tédio, eu pensei mas não disse, apenas ignorei a pergunta e ri. 
         — Bem, Carol, certo? — a mãe dele deu uma risadinha. — Justin não parou de falar em você a viagem toda.
           Justin corou, e eu dei risada. 
         — Essa peste falou de mim? — eu disse pulando em suas costas pra bagunçar o cabelo dele, o que eu sei que o irritava, mas dessa vez ele ficou parado, sorrindo. — É tudo mentira, se ele tiver falado mal.
          Ela deu um sorrisinho, e depois entramos em casa, Justin me chamou pra ir lá em cima ajudar ele com as malas, e eu fui lá, ele tinha separado uma mala gigante.
         Todos entraram e foram pra cozinha, onde minha mãe estava fazendo alguma comida brasileira. A mãe de Justin — cujo eu ainda não sabia o nome — ia dormir em um quarto em frente ao quarto de minha mãe.
           — Qual o nome da sua mãe? — perguntei enquanto Justin saia do banheiro.
           — Pattie — ele disse, e se sentou ao meu lado na cama.
           Ele ficou me olhando com curiosidade, e eu dei risada.
           — Senti falta de você, bebezão — eu disse bagunçando o cabelo dele.
         — Também senti sua falta, ahn... Não tenho apelidos pra você — ele disse e eu ri, ele era muito idiota.
         Descemos e fomos pra cozinha comer, Justin repetiu o prato duas vezes, a comida brasileira que minha mãe tinha feito.
          — Não te deram comida por lá, cachorro faminto? — eu perguntei dando risada e levando meu prato até a pia.
           Minha mãe limpou a garganta e apontou para Pattie com a cabeça, e então eu logo me arrependi das palavras que usei.
           — Deram, só que eu sou um cachorro faminto — ele disse com um sorriso irônico.
           — Eu... É... Me desculpe — eu disse envolvendo meu corpo com os braços e saindo do recinto.
           Me joguei no sofá da sala de cinema, e logo depois Justin entrou lá, pegando o controle do vídeo-game.
           — Senti falta disso — ele disse e eu respondi com um sorriso. Ver ele jogar me deixou com tédio e muito cansada, subi as escadas, tomei banho e fui me trocar, coloquei meu pijama, que era um shorts bastante curto roxo e uma regata que ficava colada no corpo verde fluorescente.
           Depois que terminei de me trocar, liguei a televisão e me deitei na cama me cobrindo, sorri quando vi uma reportagem falando "Bieber é visto ensinando garota misteriosa a andar de skate...", não esperei o cara terminar de falar e logo dormi.

Justin.

           Chegamos em LA, e um motorista nos levou até minha casa, eu estava feliz de voltar pra casa e ver a carinha de Carol implicando comigo, e minha mãe iria ficar conosco até o final do mês, sem contar que em três dias Chaz, Ryan, Caitlin e Chris virão pra casa. Ah, quase me esqueci, Ivy e Trace virão também.
           — Mãããããe — eu disse me deitando no colo de minha mãe. — Eu te amo. 
           Minha mãe deu risada e me tirando do colo dela disse:
           — Eu também te amo, Justin — ela disse e eu sorri. 
           Fiquei falando de Carol pra ela, e de como ela é insuportável, pra que ela chegasse lá e já soubesse o que teria que aturar em morar em minha casa, mesmo que só por alguns dias.

           Chegamos em casa, e eu entrei em casa, vi que Jennifer estava fazendo comida na cozinha e gritei o nome de Carol, que quando me ouviu veio correndo e bagunçou meu cabelo.
           — Oi Carol — eu disse com um sorriso e depois apontei para minha mãe com o polegar. — Essa é minha mãe, ela vai ficar um pouco com a gente, porque Scooter e sua mãe estão precisando de ajuda com algumas coisas.
           Ela se virou para minha mãe e com um sorriso que eu deduzi bastante feliz disse:
           — Oi — ela sussurrou alto. — Por que tá feliz, Bieber? 
           — Voltei pra casa — eu pisquei e virei o rosto, olhando para a sala de cinema vazia. — E você, por que tá feliz? 
           Ela revirou os olhos e deu uma risadinha, terminada com um sorriso, sorri também.  
         — Bem, Carol, certo? — minha mãe disse com uma risada nervosa. — Justin não parou de falar em você a viagem toda.
           Acho que corei, pois senti um calor em minhas bochechas.
         — Essa peste falou de mim? — ela disse e pulou em minhas costas, bagunçando meu cabelo. — É tudo mentira, se ele tiver falado mal.
           Minha mãe sorriu, e eu chamei Carol pra me ajudar a desfazer minha mala. Ela subiu as escadas comigo, e me ajudou a desfazer, de algum jeito ela já sabia onde ficavam todas as minhas coisas.
           — Qual o nome da sua mãe? — Carol perguntou assim que me viu saindo do banheiro.
           — Pattie — sentei ao lado dela na cama e fiquei olhando-a.
           — Senti falta de você, bebezão — ela disse rindo e bagunçando o cabelo dele.
           Agora vai virar hábito ela bagunçar meu cabelo? Credo, que garota irritante.
         — Também senti sua falta, ahn... Não tenho apelidos pra você — ele disse e eu ri, ele era muito idiota.

         Descemos e fomos pra cozinha comer.
          — Não te deram comida por lá, cachorro faminto? — Carol perguntou rindo, e levando o prato até a pia, quando viu que eu estava repetindo o prato pela segunda vez.
           Qual é, comida brasileira é muito boa.
           A mãe dela que estava ao meu lado limpou a garganta.
           — Deram, só que eu sou um cachorro faminto — eu disse com um sorriso irônico.
           — Eu... É... Me desculpe — ela disse envolvendo o corpo com os braços e saindo da cozinha.
           Depois que terminei de comer fui para a sala de cinemas, peguei o controle do vídeo-game e liguei a televisão.
           — Senti falta disso — eu disse e comecei a jogar, ela sorriu, mas logo subiu pro quarto dela.
          Dei de ombros e, continuei jogando. O sono bateu, e eu subi, mas antes de ir pro meu quarto dei uma passada no quarto de Carol, ela estava dormindo abraçada no travesseiro, sorri com a cena. Depois fui falar com minha mãe e subi pro meu quarto, tomei banho e coloquei só uma cueca box, estava calor.

           Quando acordei fui pra cozinha, e tomei meu matinal suco de laranja, depois coloquei cereal e leite num pote e fiquei comendo, quando terminei o joguei na pia e fui para a sala de cinema, quando o grito de Carol me interrompeu.
           — Que nojo Justin! — ela disse e eu olhei pra ela.
           — Nojo do que? — perguntei sem entender nada.
         — Você. Andando só de cueca pela casa! Não sou obrigada a ver isso! — ela gritava, sorte que nossas mães já tinham ido trabalhar, se não ela acordaria todo mundo.
          — Como você é chata. Vai me falar que não gosta de olhar pra minha bunda sexy? — eu disse rindo, mas ela hesitou e inclinou um pouco a cabeça.
           — Não, não gosto — ela finalmente disse.
           Eu dei de ombros.
         — Tá bom, vou vestir a calça — eu disse subindo as escadas, quando passei do lado dela ela se encolhei como se não quisesse que eu encostasse nela.
           Entrei no meu quarto e coloquei uma bermuda jeans e uma camiseta vermelha escrito "SWAGGER BOY", e depois desci as escadas.
           — Melhorou? — perguntei quando a vi saindo da cozinha.
           — Sim — ela sorriu. — Ei, vamos fazer alguma coisa? Cansei de ficar na sua casa.
           Assenti com a cabeça e fui pegar a chave do carro, quando vi o que ela estava usando, um shorts tão curto que aparecia uma parte da bunda dela roxo, e uma regata tomara que caia.
           — Não vai se trocar? — eu olhei pra ela com curiosidade.
           Ela fez que não com a cabeça e depois olhou para si mesma, com um sorrisinho tímido ela subiu as escadas correndo.
           Quando ela desceu estava usando um vestido vermelho, de busto branco, e uma sapatilha branca, com alguns detalhes em vermelho. O cabelo dela estava solto e bagunçado ao mesmo tempo, com um topete feminino de lado.
           — Você tá linda — eu disse rindo.
        Até parecia que estávamos indo a um baile escolar, e não a qualquer lugar. Ela deu um sorriso e murmurou "obrigada", fomos para um dos meus carros e depois fomos para uma balada que estava tendo perto de Long Beach.
           — Ei, a gente podia vir surfar aqui um dia — ela disse e eu assenti.
          Eu não sabia surfar muito bem, e nem ela, pelo o que eu sabia. Mas eu sabia o principal motivo disso: ela queria ver os surfistas sem camisa. Dei risada, e entramos na festa.
           — Já ficou bêbado, Bieber? — disse uma garota que se estava ao nosso lado.
           — Ahn... Sim — hesitei antes de dize-lo.
           — Uuh, Justin Bieber bêbado — a garota disse.
           — Acho que eu me mataria pra ver isso — Carol completou.
           — Acha? Eu tenho certeza — disse outra garota.
           Olhei pra Carol com uma sobrancelha erguida, ela cruzou os braços e também ergueu a sobrancelha, depois com uma risadinha ela disse:
           — Ele não é capaz de fazer isso — e depois se virou para as meninas. — Ele é santo demais.
           Dei risada, ela nem bebeu e já não estava falando coisa com coisa. Isso que dá trazer menores para festa de maiores de 18 anos.
       As duas meninas desapareceram, e depois voltaram com quatro copos de vodca, ou tequila, entregando um a mim, e um a Caroline.
           — Você não vai beber isso — eu disse pegando o copo da mão dela.
           — E quem é você? Meu pai? — ela disse e pegou o copo de minha mão, virando em segundos.
           Dei de ombros e fiz igual ela, depois começou a tocar He said, she said da Ashley Tisdale, e ela me puxou para a pista de dança, começamos a dançar.
          Ficamos dançando, até as duas garotas chegarem ao nossos lados e perguntarem se podiam se juntar a nós. Eu disse que sim, e ficamos dançando várias músicas num amontoado de gente.
        — A propósito meu nome é Natalie — a morena de olhos verdes disse, e apontou para a ruiva, também de olhos verdes —, e essa minha melhor amiga Jessica.
         Assenti, elas já sabiam quem eu era, e Carol já havia se apresentado também. Jessica chegou mais perto de mim, mais perto e pegando na minha cintura ela disse:
           — Você ão é tão mole quanto pensei — ela disse me beijando.
           Não fechei os olhos, mas retribui o beijo, olhei de canto de olho para Carol que tinha ficado imóvel, e pude ver um pouco de ciúmes nos olhos dela, mas logo ela sorriu.
           Comparei ela com Natalie e Jessica, ela era com certeza mais bonita, e mais baixinha, tudo bem que as meninas estavam de salto, enquanto ela usava apenas uma rasteirinha, mas ela ainda era menor que as duas.
         Dei risada, quando Jessica me soltou. As duas foram pro bar novamente, e eu fiquei apenas com Carol.
           — Acho que alguém arrumou uma nova namoradinha — ela disse e eu dei risada.
           — Lógico que não — eu sorri. — Só nos beijamos, isso não é nada comparado pelo o que eu sinto por vo... Uma garota aí — tentei desviar.
         Por que diabos eu disse aquilo? Eu não sentia nada por ela, ou sentia? Nem consigo mais pensar, depois de ter dito isso.
         Mas por sorte Carol é meio lerda, e não entendeu o que eu disse. Natalie e Jessica voltaram com quatro garrafas de cerveja, e como antes deram uma pra cada um de nós. Bebemos, e depois Jessica me puxou pra um canto, olhei pra trás e vi Carol dançando com Natalie. Dei de ombros, e pressionei Jessica contra a parede, beijando-a.
          — Selvagem — ela disse entre um intervalo. — Gosto disso — ela puxou minha camisa, colando meu corpo com o dela novamente.
           Acho que estava precisando beijar alguém.

Caroline.

           — Que droga, cadê a Jessica e o Justin? — Natalie disse, pegando minha mão e me puxando.
           — E eu lá vou saber? Devem estar se comendo no banheiro — eu disse isso e um arrepio subiu em mim, igual na hora em que vi Jessica beijando Justin. 
           Natalie riu, e saímos da casa de festa. Vimos um movimento os dois se beijando em cima do capô do carro de Justin.
           Chegamos mais perto dele, e eu dei um tapa na cintura dele.
          — Credo garoto, você tem dinheiro pra pagar motel — eu ri. — Não precisa ficar comendo a garota no capô do carro. Sorte sua que não veio nenhum paparazzi, ainda.
         Quando eu disse aquilo, ele saiu de perto de Jessica, e sorriu pra mim, como se eu estivesse certa. Olhei pra eles e revirei os olhos, ao invés disso, fui para a praia, e me sentei nos degraus da cadeira do salva-vidas. E então me lembrei da música Overboard do Justin e sorri. 
            — Acho que estou me tornando uma Bieberzete — eu disse a mim mesma, e um garoto que estava só de bermuda olhou pra mim. 
           — Bieberzetes? Não seriam Beliebers? — ele disse e riu. — Sou Stark, desculpa interromper seus pensamentos.
           — Carol, não interrompeu — eu disse e sorri.
           Ele era muito gostoso, tipo o Christian, só que um pouco mais alto, e moreno, com o cabelo cor de preto, um piercing no nariz. 
           — Ótimo — ele disse e foi comigo conversando até Justin que tinha me chamado. — Oi, Justin.
           — Oi — Justin disse enrugando a testa. 
           Me contive para não rir. Jessica estava arrumando a blusa que tinha ficado bastante abarrotada por causa de Justin que quase a engoliu. 
           Meu celular tocou, e só então me toquei que ficamos a tarde inteira dentro da casa de shows. 
           — Alô? — eu disse.
           — Filha, onde você está? — minha mãe praticamente gritou. 
           — Calma, tô com o Justin em Long Beach, estamos voltando pra casa. 
           — Tudo bem, mas venha logo — ela disse e eu assenti. 
         Desliguei o celular e avisei a Justin, para irmos embora, as meninas pediram carona, e Stark só me pediu o número do meu celular, dei para ele e depois fomos pra casa.
       Deixamos as garotas em uma casa perto da de Justin, e ele disse para elas passarem lá quando quiserem, revirei os olhos, ele era muito atirado.
           — Passe lá quando quiserem — eu disse imitando a voz de Justin. — Ah, por favor né?
           — Que foi? Ciúmes? — ele disse e eu quase engasguei com minha própria saliva.
           — Ciúmes? De você? Ahn... Só quando uma criança nascer com asas — eu ironizei a frase.
           Ele suspirou e depois sorriu.
           — E você e aquele garoto?
           — Quem? Stark? O que tem ele? 
           — Vocês ficaram? — ele disse rindo.
           Revirei os olhos e dei de ombros, depois ri também. Quando chegamos em casa minha mãe e Pattie que estavam no sofá da sala de visitas nos fuzilaram com os olhos.
           Mordi minha língua para não rir da situação, minhas mãe sempre reclamava que eu era uma antisocial e agora reclama, por eu ficar fora de casa o dia inteiro. Agora eu entendo o que minhas amigas do twitter queriam dizer com "minha mãe é bipolar".

Ahá, esse foi maior que os outros *-* espero que tenham gostado (: eu achei um pouco engraçado, haha mas eu sou idiota, então pra mim até uma reta torta é engraçado -kidding boooom, como eu disse, vou começar a postar pela quantidade de comentários, quando chegar a 5 comentários, eu posto o quinto, mas já deixo avisado que já escrevi ele, haha *-* então bora comentar, e divulgar, se quiserrem os próximos capitulos, pra falar comigo, já sabem só comentar mesmo, ou mandar tweet (@vodkabetter), se pá mandem pro meu e-mail (julianademello@live.com), do jeito que quiserem, mas não deixem de mandar opiniões, tô sempre lendo! ps: postei só pra n deixar vcs curiosos, haha ;)

domingo, 22 de abril de 2012

Boyfriend (Terceiro capitulo)

           Fui ao shopping com o Justin, e quando voltamos minha mãe ainda não estava em casa, presumi que ela estava com Scooter, que também não atendia o telefone, me despedi de Justin e fui para o meu quarto. 
           E essa é a última coisa que me lembro, desde a hora em que acordei e Justin estava acariciando o meu cabelo, o que me trouxe a última memória que eu tinha do meu pai a tona, e eu começasse a chorar, lembro-me que Justin foi até mim e perguntou se eu estava bem, só isso. Mais nada, não me lembro se eu dormi depois, se Justin ficou lá em cima comigo, ou fez qualquer outra coisa, só me lembro de quando voltamos do shopping, e fiquei com raiva de mim mesma. Qual é, eu queria me lembrar. 
           Acordei naquele dia e fui para a cozinha, estava com sede, não tinha ninguém na cozinha, o quarto de Justin estava vazio, e já tinha passado da hora de minha mãe ir pro trabalho. Ótimo, eu estava sozinha em casa, e por mais que aquela casa fosse grande, não tinha nada pra fazer. Resolvi ir comprar o chip do meu celular, pensei em deixar um bilhete, mas presumi que não ia demorar tanto.

           Comprei o chip, e depois parei no supermercado, pra comprar algumas Sour Patch Kids¹, que eu sempre falava pra minha mãe comprar. 
           (¹*Sour Patch Kids é o doce preferido do Justin)
           Cheguei na casa do Justin, e ele estava lá fazendo um telefonema parecendo desesperado. 
           — Quer me matar de susto garota? — ele disse e chegou perto de mim pra um abraço.
           — Me larga! Por que eu iria te matar de susto? Você não se preocupa comigo.
           — E agora você lê meus pensamentos? — ele chegou mais perto, segurando meu queixo. — Você tá bem? Quer dizer... Depois de tudo o que aconteceu ontem, você ainda é grossa comigo?
           O que aconteceu antes? Me explica, por favor, acho que estou com amnesia ou algo assim, mas é claro que eu não falei isso. Orgulho é forte demais.
           — Não aconteceu nada ontem — eu disse abrindo o meu pacote de SP Kids. — Foi só coisa do momento.
           Eu acho, completei na minha cabeça. E as palavras fluíram na minha mente, mesmo sem eu nem saber sobre o que eu estava falando.
           — Eu estava triste — eu coloquei um SP Kids na boca. — Você só me ajudou a superar aquilo. E nem era sua obrigação. 
           — Por isso mesmo, não era minha obrigação — ele disse com raiva. — E eu o fiz! Por que você tem que ser tão fria e não me dar os créditos pelo o que eu fiz por você? E ainda sem mesmo você pedir?
           Porque eu sou orgulhosa, quis dizer, mas por esse mesmo motivo revirei os olhos e subi para o meu quarto, me jogando na cama e respirando fundo.
           Agradeci por Justin não ter ido atrás de mim, eu precisava de tempo pra pensar. Mas eu não conseguia me lembrar de nada, e sabia que havia vestígios do que tinha acontecido no meu subconsciente. Mas eu não conseguia me lembrar, de nada. 
           Desci as escadas, e Justin estava jogado no sofá da sala de visitas olhando para o teto, e jogando uma bola de basebol fazendo ela quicar entre sua mão e o teto. 
           Pensei em me desculpar, mas quando tentei fazer travei. Peguei o livro de Jogos Vorazes e me sentando ao lado de Justin comecei a ler, ele virou o rosto, e viu que eu estava sentada ao seu lado, ele se sentou e ficou me fitando com os olhos. 
           — O que foi? — eu praticamente gritei.
           — Você é... E-eu não te entendo, sério — ele disse passando a mão pelo cabelo bagunçado. — Fi-co me perguntando sobre o que você está pensando toda hora, e mesmo quando está...
           — Não tente me desvendar, sou um mistério até para mim mesma — eu disse revirando os olhos e dedicando toda minha concentração no livro em que eu estava lendo. 
           Ele suspirou alto, e pude vê-lo revirando os olhos e depois ele pegou o livro de minha mão. 
           — Não quero brigar com você! Aqui é a minha casa, eu mando nessa porra — ele explodiu. — Você e sua mãe podem ficar aqui o tanto que quiserem, desde que você pare de me tratar como lixo, porque eu sou a mesma merda que você é. 
           — Ui, ele ficou estressadinho — eu disse rindo. — Dá pra me devolver meu livro?
           Ele revirou os olhos e me devolveu o livro, depois ele bateu a porta da casa, e o vi sentando no degrau de entrada, ainda jogando aquela bolinha irritante.
           — Já vai tarde, meu bem — eu disse, e me afundei no livro, apenas lendo-o.

Justin.

           Estava distraído com minha bolinha, quando sinto uma presença se sentando ao meu lado. Era Caroline, fiquei fitando-a.
           — O que foi? — ela gritou se virando para mim.
           — Você é... E-eu não te entendo, sério — eu disse esperando que minha voz não tivesse soado tão insegura como soou em meus ouvidos. — Fico me perguntando sobre o que você está pensando toda hora, e mesmo quando está... 
           — Não tente me desvendar, sou um mistério até mesmo para mim mesma — ela me interrompeu, revirando os olhos e recomeçando a ler o livro. 
           Suspirei alto e revirei os olhos, essa garota é insuportável. Peguei o livro da mão dela e explodindo, eu disse no tom mais calmo que pude:
           — Não quero brigar com você! Aqui é a minha casa, eu mando nessa porra — me arrependi pela palavra usada, mas dava a intensidade que eu queria para a frase. — Você e sua mãe podem ficar aqui o quanto quiserem, desde que você pare de me tratar como lixo, porque eu sou a mesma merda que você é.
           Realmente não sei porque disse aquilo, mas não aguento mais fazer tudo o que posso para ser um bom amigo para ela, e ela ser rude comigo. 
           — Ui, ele ficou estressadinho — ela disse rindo, e com um sorriso irônico demais no rosto. — Dá pra me devolver meu livro? — ela levantou a mão, revirei os olhos e entreguei o livro a ela. 
           Fui até a porta de entrada, e dando uma ultima olhada para ela saí de casa, e me sentei no degrau do hall de entrada para ficar jogando minha bolinha de basebol, já que essa era a única coisa pra fazer, e eu não queria ficar no computador.

           Começou a escurecer e eu entrei, vi que Caroline estava lendo ainda, e fui pra cozinha, peguei um salgadinho de queijo e o abri, coloquei um monte na boca, e fui pra sala de cinema, assistir tevê, depois fiquei assistindo Smallvile
           E então ouvi um barulho alto, como se algo tivesse caído, e então um grito agoniado de Carol. Fui correndo ver o que era, e Carol estava deitada no chão esfregando o braço em frente a escada, o livro jogado no terceiro degrau.
           — Você tá bem? — eu disse me ajoelhando ao seu lado.
           — Tô — ela disse fechando os olhos. — Só meu braço que tá doendo, mas nada sério. 
           Eu sorri, e peguei no braço que não estava doendo, ajudando-a a levantar. Ela se levantou e agradeceu com um sorriso, retribui o sorriso e peguei o livro pra ela. 
           — Obrigada, de novo — ela disse e sorriu. — Mas não precisa ser tão gentil comigo, só porque acha que minha opinião sobre você vai mudar.
           — Não acho — eu fui sincero. — Mas não consigo parar de ser gentil, não com você, não com ninguém. Ou pelo menos tento ser, sempre que posso.
           Ela revirou os olhos e continuou a subir as escadas. Às vezes acho que ela é bipolar, sério.
           Subi pro meu quarto e comecei a mexer no MacBook, entrei no Twitter, mexi no twitter de Caroline, e depois comecei a responder e seguir alguns fãs. Fiz umas piadas sem graça, e depois postei "indo assistir Os smurfs", e desci, peguei meu DVD de Os Smurfs e comecei a assistir.
           Caroline apareceu se jogando no sofá e disse:
           — Eu adoro esse filme, porque não me chamou?
           — Você tava no twitter, imaginei que você tinha visto meu tweet — eu me levantei e fui pegar duas cobertas, joguei uma pra Caroline, e uma pra mim.
           — É, eu vi.
           — Então...
           Ela deu de ombros e se enrolou na coberta, dei play no filme, e começamos a assistir.
           O filme acabou e já era de noite, eu fui pra perto da piscina, fiquei olhando a água morrendo de vontade de entrar, mas tô com preguiça de subir as escadas.
           E então Caroline chegou pulando em mim, e nós dois caímos na piscina.
           Comecei a dar risada, e Carol também. Joguei água nela, parecendo uma criança, e ela jogou água em mim também, mergulhei e fui até ela pegando-a pela cintura e fazendo cócegas nela, enquanto ela se contorcia de tanto dar risada.
           — Para bebezão — ela disse entre risadas.
           Parei de fazer cócegas nela, ainda rindo dela. Quando ela chegou perto de mim, e tentou me afogar, e mesmo que eu tenha ficado pouco tempo embaixo da água voltei arfante pois não tinha parado de rir.
           Olhei pra ela, e ela estava com um sorriso brincalhão no rosto.
           — A gente tem que parar de ficar nos molhando todos os dias — eu disse e ela deu risada.
           — Para de pular comigo na piscina, então.
           — Tá.
           Eu disse e ela riu, depois saiu da piscina e se sentou na borda, cheguei ao lado dela, e fiz o que ela fez, sentando-me ao seu lado.
           Ficamos conversando, até a mãe dela chegar, depois fomos tomar banho, enquanto Jennifer fazia comida, coloquei uma calça de pijama e desci correndo, estava morrendo de fome. 
           Caroline, estava com o cabelo preso em um rabo de cavalo, um shorts preto e uma regata amarela de pano, e uma pantufa do Patrick, de Bob Esponja. Dei risada quando a vi. 
           — Justin, você gosta de tacos? — Jennifer perguntou pra mim, mostrando um taco de carne que estava no meu prato. 
           — Sim, minha comida mexicana favorita — eu disse me sentando e comendo. 
           O bom de ter Jennifer em casa, era que eu não tinha que comprar comida. É, ninguém mandou ter preguiça de cozinhar. 
           Depois que terminamos de comer fui pro meu quarto, entrei um pouco no twitter, e fui dormir. 
           Sonhei que eu estava abraçado com uma fã, e uma garota me olhava com raiva e ciúmes ao mesmo tempo, dei uma risadinha por sobre o ombro da fã, que levantou a cabeça e mostrou um sorriso branco. 
           E então o cenário mudou, e um garoto apareceu abraçado com Caroline, e depois beijando-a. Olhei-os enquanto o garoto apertava a bunda dela, e nesse instante fiquei com raiva e com outra coisa, ciúmes. 
           Fui até o garoto, que no instante em que me viu parou de beija-la, e então Caroline desapareceu do meu sonho, olhei em volta procurando-a, mas não consegui acha-la, o garoto tentou dar um soco em minha cara, mas me virei revidando o soco, e conseguindo quebrar um dente dele, e então o garoto chutou minhas bolas, coloquei a mão em minhas partes íntimas como um escudo e caí no chão, me contorci um pouco de dor, mas Caroline se agachou ao meu lado perguntando se eu estava bem, a presença dela me deixou melhor, e então eu acordei com alguém pulando em cima de mim.
           — Acorda dorminhoco! — Caroline disse. — Vamos no cinema?
           Sorri quando vi o rosto dela, e eu não estava com ciúmes. E só então me dei conta que tudo aquilo foi só um sonho idiota, que nunca iria acontecer.
           — Tá, deixa só eu me trocar — eu disse a jogando no outro lado da cama e me levantando.
           Peguei uma calça jeans, e uma camisa verde, um supra preto e me enfiei no banheiro, tomei um banho rápido, me troquei e fui até o quarto de Caroline, bati na porta e ela gritou:
           — Já vou sair.
           Desci as escadas, peguei meu celular e vi que horas eram. 2 p.m. eu já estava dormindo a bastante tempo. Caroline desceu com uma trança de lado no cabelo, um shorts jeans, uma camisa xadrez azul-bebê com as mangas dobradas até o cotovelo, e um All Star de couro branco desceu correndo e mexendo em um iPhone rosa.
           Ela estava linda.
           Mas isso ela sempre estava.
           — Vamos? — ela disse, e saindo de casa, fomos para o meu carro.
           Paramos em frente ao cinema, e compramos dois ingressos para Jogos Vorazes, nos sentamos ao lado de umas garotas que quando me viram deram um sorriso enorme, e tiraram fotos com a gente.
           O filme começou e Caroline se encostou no meu ombro, mas logo que percebeu o que ela fez, logo se afastou de mim, e começou a assistir o filme. Era engraçado ela tentar me odiar, e falhar a maioria das vezes.
           Depois de o filme acabar, compramos sorvetes e fomos para a praia, fiquei com raiva de ter colocado uma calça, mas mesmo assim, tirei os tênis e comecei a andar ao lado de Carol. Estávamos quase chegando em casa quando quatro meninas gritaram:
           — Justin Bieber! — e foram correndo até mim, atropelando Caroline que começou a rir.
           — Justin, me dá um autógrafo? — perguntou uma garota ruiva e alta, que vasculhou a bolsa a procura de uma caneta, e depois um papelzinho.
           Autografei o papelzinho, e depois a blusa dela, o que foi um pouco difícil, depois nos encolhemos numa foto, e depois tirei uma foto com cada uma.
           — Justin! Eu também quero um autografo, autografa minha calcinha? — Caroline disse rindo, depois que as meninas saíram de perto de nós.
           — Não tem graça.
           — Tem sim — ela disse e pulou nas minhas costas.
           — Não tem não, elas não...
           — Ingênuas. Elas são ingênuas, elas acreditam que você vai se lembrar dela quando se passar quinhentos anos, e você vai esquece-las em minutos.
           Ela disse e eu a coloquei no chão, me virando para ela.
           — Não me esqueço das minhas fãs, ok? — eu disse.
           — Ok — ela disse e se virou, indo em direção a minha casa.
           Agarrei o braço dela, e ela se virou com um olhar raivoso.
           — Por que me odeia tanto? — perguntei a ela, e ela revirou os olhos.
           — Não te odeio, só não gosto de você — ela disse com um sorrisinho. — Agora, dá pra você me largar?
           A larguei e subimos para casa.
           Carol foi direto pro meu quarto, e abriu um guarda-roupas que tinha apenas skate.
           — Isso tudo é seu? — ela perguntou, retirando um de meus favoritos. Assenti, e ela sorriu. — Me ensina a andar?
           Eu disse que sim, e então descemos, fomos até uma praça próxima a minha casa e eu estava ensinando-a a andar quando um paparazzi nos fotografou, eu revirei os olhos e Caroline esfregou os olhos.
           — Ai — ela disse tampando a cara, por causa de outros flashes que atingiram seus olhos.
           Ela se escondeu atrás de mim, e o paparazzi foi embora.
           — Você tá bem? — eu disse me virando e rindo.
           — Meu olho tá doendo — ela disse e me deu um soco no ombro. — Tem algum palhaço por aqui pra você estar rindo?
           — Não, mas tem você — eu disse pegando o skate e voltando com ela pra casa quando começou a escurecer.

oi minhas gostosas! espero que gostem desse capitulo, e dos próximos, haha! beeeeeeijos na bunda docês, e se quiserem me dar opiniões sobre a IB, só comentar ou falar comigo pelo twitter (@vodkabetter), vlw. amores, tem muito pouco comentário, e eu gostaria que tivessem mais, então quem puder comentar... vou postar a próxima só se tiver 5 comentário, ok? Sei que só tô começando, mas é por isso mesmo, se tiver alguém que não gosta do que eu escrevo eu posso melhorar, então obrigada a quem já comenta, e se puderem divulguem aqui também, obrigada *-*

sábado, 21 de abril de 2012

Boyfriend (Segundo capítulo)

           Caroline Beckendorf. Esse era o nome da garota que eu teria que hospedar na minha casa até o momento em que sua mãe achasse uma casa para as duas morarem. Por ela ser brasileira, achei que ela era bonita, mas nunca imaginaria que ela fosse daquele jeito. Ela tem olhos castanho-escuro, lábios pequenos, uma pele levemente bronzeada, cabelos escuros longos que iam até a cintura. 
           Já era a hora da janta, quando após a mãe dela fazer spaghetti a bolonhesa para nós me sentei ao lado de Carol, o que não foi uma boa ideia, pois já havia percebido que ela não gostara de mim desde a hora em que nos encontramos, mas não me importei para isso.
           — Yummy, spaghetti! — exclamei enquanto via os casais entrando na sala de janta abraçados.
           Enquanto meus amigos entravam no carro que eu havia reservado para eles irem para o aeroporto, fiquei lá apenas observando-os. Quando eles saíram resolvi ir jogar vídeo-game, mas Carol estava jogando o ultimo jogo que eu e Chaz havíamos deixado salvo. Me encostei na porta e fiquei olhando-a, ela perdeu a bola pro time adversário e eu dei risada.
           — Você joga mal — eu disse me sentando ao lado dela.
           — Não pedi sua opinião — ela disse revirando os olhos.
           — Calma, garota — levantei as mãos como sinal de rendimento. — Eu só estava comentando.
           — Tanto faz — ela disse e se sentou no chão, correndo os olhos por minha gaveta cheia de vídeo-games.
           — Não tenho jogos para meninas — disse rindo, depois me levantando e pegando o CD de Resident Evil que estava na estante de cima colocando-o no XBox. — Mas a gente pode tentar esse.
           — Você fala isso como se garotas não pudessem jogar ví... — ela começou, mas eu a interrompi.
           — Algumas não podem — como você, eu pensei, mas não disse em voz alta.
           — Eu te odeio — ela disse pegando o controle.
           — Você nem me conhece.
           — Vou conhecer — ela mostrou os dentes brancos. — E te garanto que minha opinião não vai mudar.
           Jogamos até meia-noite, e eu ganhei dela as cinco vezes que jogamos. E então ela se rendeu, dizendo que estava com sono, e subiu para o quarto. Fiquei jogando mais um pouco e também subi.
           
           No dia seguinte acordei com o barulho da campainha tocando, fui ver quem era, e não vi nada. Dei de ombros e fui para a cozinha, fiz waffles e enchi um copo de suco de laranja. Me sentei e terminei de comer, subi coloquei uma bermuda jeans e levei uma camisa pra baixo, caso alguém queira sair. 
           Me joguei no sofá da sala de cinema e comecei a jogar vídeo-game, mas esqueci que tinham pessoas em casa, e deixei o volume no máximo. 
           Alguns minutos depois Carol apareceu com os olhos semicerrados na porta e gritou:
           — Abaixa isso, idiota! Há pessoas querendo dormir aqui.
           — Você já acorda mal-humorada assim todos os dias? — perguntei rindo.
           Ela revirou os olhos e fez uma saída dramática, depois ela voltou com cereais e leite numa tigela e ficou vendo eu jogar.
           Eu gostava do jeito em que ela se sentia em casa, era bom. Eu não ficava pensando se ela estava confortável ou não, o jeito que ela agia já me mostrava isso.
           — Eae, sonhou comigo essa noite? — disse com sarcasmo.
           — Se sonhei? Ahn... tive pesadelos, serve? — ela disse enfiando uma colher cheia na boca. 
           — Pesadelos? Acho que não... — eu disse dando uma risadinha. — Sei que você sonhou comigo semi-nu na sua cama. 
           Quando eu disse isso ela arregalou os olhos e quase se engasgou com o cereal. Será que ela realmente sonhou com isso?
           — Ah tá, eu tenho coisas melhores para sonhar, tá Bieber? 
           Eu respondi com um sorrisinho, eu me levantei do sofá e fui até Carol que foi colocar a tigela de cereais na cozinha. 
           Ela estava saindo da cozinha, quando peguei-a no colo e a levei para a piscina, ela ficou se debatendo e dando leves socos nas minhas costas. Pulei na piscina junto com ela.
           — Seu idiota! Qual seu problema? — ela gritou. — Você parece uma criança alta, sabia? Até um bebê tem o cérebro mais desenvolvido que o seu. 
           — Que agressiva... — eu sussurrei para mim mesmo. 
           Mas em segundos, ela estava com um sorriso maléfico no rosto e tentou me afogar. Peguei na cintura dela, e a levei até o fundo da piscina. Os cabelos dela iam na sua cara, e eu os afastava de seus olhos que estavam fixados nos meus, cheguei mais perto dela, mas então a pressão da água me puxou para cima.
           — Bobo! — ela gritou arfante, quando voltamos para a superfície. 
           Olhei para ela sorrindo, e ela saiu da piscina, mas chegando na porta de casa se virou mostrando a língua como uma criança.
           — Depois eu que tenho o cérebro menos desenvolvido que o de um bebê? — eu disse rindo.
           — Encontre novos argumentos — ela disse e se cobriu com uma toalha, depois tirou a calça do pijama, torceu-a, até um pouco da água sair e entrou em casa. 
           Fiquei dando risada um pouco e depois fiz o mesmo que ela, mas fiquei pelado mesmo, apenas com a toalha cobrindo minhas partes íntimas e fui tomar banho.

Caroline.

           É, Justin tinha adivinhado que eu havia sonhado com ele semi-nu na minha cama, essa noite. E fiquei me perguntando como ele tinha feito isso, tudo bem que na hora minha mente estava concentrada no abdômen semi-definido dele, e como ele era fisicamente gostoso. 
           — Ah tá, eu tenho coisas melhores para sonhar, tá Bieber? — eu disse enquanto ele sorria.
           Fui levar minha tigela do cereal para a cozinha, depois de lavar as mãos ia subir no meu quarto e escovar os dentes. Quando sinto alguém me pegar pela cintura e me colocar por sobre o ombro, abri o olhos e percebi que era o Justin. Percebi que ele estava me levando para a piscina e comecei a dar socos em suas costas. 
           Ele pulou comido ainda em seu ombro.
           — Seu idiota! Qual seu problema? — gritei assim que ele voltou a superfície da água. — Você se parece com uma criança alta, sabia? Até um bebê tem o cérebro mais desenvolvido que o seu.
           — Que agressiva... — não escutei, mas pude ver os lábios dele se mexendo.
           Coloquei um sorriso maléfico no rosto, e estava pensando em tentar afoga-lo, mas ele já estava esperando por isso, então pegou em minha cintura e pressionou minhas costas no fundo da piscina, quando meus cabelos cobriam meus olhos que estavam fixados nos dele ele tirava os fios de minha cara com a mão livre, até que graças a Deus a pressão da água o levou para cima.
           — Bobo! — eu gritei, ciente de que minha respiração estava fraca.
           Justin me olhou com um sorriso no rosto, eu saí da piscina, e chegando na porta de sua casa me virei para ele e mostrei a língua, mesmo sabendo que esse era um gesto infantil.
           — Depois eu que tenho o cérebro menos desenvolvido que o de um bebê? — ele deu risada.
           — Encontre novos argumentos.
           Peguei uma toalha e me enrolei nela, depois retirei minha calça do pijama e o toci antes de entrar na casa de Justin. 

           Tomei banho coloquei um shorts jeans, uma sandália sem salto, uma regata colada no corpo, e um moletom verde do Green Lantern dez vezes o meu tamanho, que eu havia ganhado do meu tio no meu aniversário do ano passado.
           Sequei meu cabelo com o secador, e depois o prendi numa trança de lado, desci as escadas e Justin estava fazendo algum pedido de comida. 
           Quando ele me viu, desligou o telefone e foi ao meu lado.
           — Pedi pizza para mais tarde — ele disse sorrindo. — Ei, Green Lantern! Você está usando uma blusa minha! Isso é legal.
           — Sua? Ah, não sabia que você era um super-herói. 
           Ouvimos o som de passos vindos da escada, e então vi minha mãe falando no celular, olhando o relógio e colocando os sapatos de salto. Minha mãe era uma ninja. 
           — Oi querida — ela disse me dando um beijo. — Oi Justin — ela também deu um beijo nele.
           Minha mãe desligou o celular e gritou da porta. 
           — Estou atrasada querida, você sabe se virar sozinha. E tem o Justin pra ficar com você agora, beijinhos. Amo vocês — ela disse e fechou a porta.
           — Ah, tudo bem. Eu sou mais velha aqui então... 
           — Mais velha? Sério? Quantos anos acha que eu tenho Srta. Dezessete anos? — ele sorriu.
           — Ainda tenho dezesseis, só vou fazer dezessete em agosto — eu disse sorrindo. — Ah, esqueci que você tem dezoito. É que você... parece ter cinco anos. 
           — Ha-ha-ha. Muito engraçado — ele disse dando uma risada irônica. — Tudo bem, criança, onde você quer ir?
           — Em Los Angeles? Em todo lugar — eu disse sonhadora. — Com você? Em nenhum lugar. 
           — Tudo bem, a gente fica em casa assistindo tevê. 
           — Ótimo — eu disse seca.
           — Ótimo — ele disse com o mesmo tom de voz que o meu.
           Pegamos um monte de filmes e ficamos na sala de cinema assistindo. Depois de assistir a três filmes, nossos estômagos começaram a roncar, então eu e o Justin fomos fazer comida. Ou melhor, esquentar a comida congelada que tinha no freezer. 
           — Ei, você sabe fazer brigadeiro? — ele disse e me jogou uma lata de leite condensado. 
           — Aham — eu assenti.
           — Faz pra gente então. 
           — Tá. 
           Eu fiz o brigadeiro, e coloquei num pote, depois fiz pipoca de microondas, peguei salgadinhos de queijo, e levei para a sala de cinema. 
           Quando cheguei lá, Justin lambeu os beiços, e pegou uma colher cheia de brigadeiro. 
           — Só que deixa um pouco pra mim, ok? — eu disse rindo, ele era esfomeado.
           Estávamos comendo pipoca e assistindo O homem de ferro quando eu dormi, simplesmente dormi. 

Justin.

           Caroline chegou com dois pacotes de salgadinhos de queijo, pipoca e um pote de brigadeiro na sala de cinema, lambi os beiços quando a vi e peguei uma colher cheia de brigadeiro. 
           — Só que deixa um pouco pra mim, ok? — ela disse com uma risada fofa.
           Começamos a assistir O homem de ferro quando senti que Caroline tinha dormido, ela estava dormindo sentada, então a puxei e coloquei a cabeça dele no meu colo, depois fiquei acariciando os cabelos dela, assistindo o filme baixinho, para não acorda-la.

           Fiquei alí, só mexendo no cabelo de Caroline até 6h40 p.m., depois ela se mexeu um pouco, e acordou quase batendo a mão na minha cara. 
           — Ai — eu disse rindo.
           — O que diabos você estava fazendo? — ela se levantou rápido demais, e depois mexeu no cabelo dela. 
           — Na... — eu comecei dizendo, mas ela saiu da sala, como se eu tivesse alguma doença contagiosa
           Fui correndo atrás dela, e encontrei ela deitada de bruços na cama dela. Ela estava chorando, cheguei mais perto dela, e me ajoelhei perto da cabeça dela. 
           — Tá tudo bem, Carol? — perguntei acariciando a cabeça dela, suplicando a Deus que ela não fugisse dessa vez. 
           Ela não me respondeu, só continuou lá. 
           — Ei, Carol, não precisa me contar, ok? Só deixa eu ficar contigo só um pouco — eu disse e vi ela assentir, e depois ela se sentou. Me sentei ao lado dela e ela se atirou em meus braços, coisa que eu nunca pensei que ela fosse fazer. 

           Se passaram alguns minutos e a respiração dela estava voltando ao normal, e então eu comecei a acariciar o cabelo dela novamente. Ela olhou pra mim e sorriu, se afastando um pouco.
           — Obrigada — ela sussurrou.
           — Não foi nada — eu disse puxando-a de novo para o abraço. — Tem certeza que não quer falar? 
           — Tenho. 
           — Ok — eu disse e a apertei mais forte.
           Ficamos naquilo por mais um tempo, e então escutamos a campainha tocar. 
           — Espera um pouquinho, tá? — eu disse e ela assentiu.
           Desci as escadas o mais rápido que pude e atendi a porta, era o entregador de pizza. Peguei a pizza da mão dele, e o paguei.
           — Sem cogumelos como o senhor pediu — ele disse, pegou o dinheiro, subiu na moto e se foi.
           — Obrigada — eu disse pra mim mesmo, abri a caixa de pizza, e realmente não tinha nenhum cogumelo, da ultima vez tinha um, e eu com medo sem querer deixei a pizza cair no chão. 
           — Justin? — Carol perguntou descendo as escadas com uma voz tão baixa que mal pude ouvi-la. 
           — Pode ficar lá em cima, já tô subindo. 
           Escutei os passos leves dela voltando para o quarto, fui na cozinha, peguei dois copos, uma garrafa de Cherry Coke e levei pra cima. Carol, estava abraçada com seu travesseiro, coloquei a pizza na cama, coloquei o refrigerante nos dois copos, e entreguei um a ela, que ela colocou no criado mudo. 
           Comemos a pizza em silêncio, mas isso foi bom, depois que terminamos, arrumei as coisas e eu e Carol decidimos ir algum shopping. 

heeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeey, espero que vocês estejam gostando, e vlw velho, sério.... >3 mesmo que poucas pessoas estejam lendo (: luv ya!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Boyfriend (Primeiro capítulo)

           Eu estava num sonho muito perfeito, em que eu não era uma garota estranha que não tinha amigos, e estudava em casa, longe de uma sociedade. E que saia para festas com as amigas e o namorado, quando o despertador do meu celular toca. 
           — Droga! — eu gritei olhando para o meu iPhone rosa.
           Desci as escadas, e minha professora estava sentada conversando com minha mãe, que estava vestida com um terninho.
           — Bom dia — minha mãe disse se levantando e indo até mim.
           — Oi — eu disse abraçando-a.
           Ela me deu um beijo na bochecha, disse tchau para mim e para Jessica, minha professora particular. Olhei para minha mãe indo para fora e me joguei no sofá ao lado de minha professora, e também minha única amiga na vida.
           — Fiquei sabendo que vocês vão se mudar para Los Angeles — ela disse me entregando meu material.
           — É — disse com um suspiro. — Espero que lá as coisas melhorem, mas... Vou sentir a falta da minha grande quantidade de amigos. 
           Demos risadas, e então comecei a folhear meu livro a procura da página que estávamos estudando.

           Quando minha mãe chegou em casa, ficamos conversando sobre Los Angeles. Ela não me contava de jeito nenhum como ela resolveu ir para lá, muito menos onde iriamos ficar, pois ela já me disse umas mil vezes que não havia achado nenhuma casa para nós. Não ainda, mas nós iriamos nos mudar em dois dias. 
           — A gente vai morar em baixo da ponte, ou em um trailer em frente a uma praia? — perguntei, mordendo um pedaço do chocolate que havia sobrado da páscoa.
           — Você vai ver, querida — ela disse desligando o fogão e colocando spaghetti no meu prato, e no dela.
           — Arg! Você sabe que eu odeio surpresas — fiquei olhando ela dar a volta no balcão da cozinha e pegar na geladeira uma garrafa de Cherry Coke.
           Ela sorriu e fomos para a sala de jantar, me sentei em frente a minha mãe, comemos e depois fui assistir televisão. 
           "A nova música de Justin Bieber "Boyfriend" é uma das mais comentadas entre as adolescentes, e não apenas suas fãs...", mudei de canal, eu não aguentava mais falar naquele garoto. 
           Estava assistindo Bob Sponja, fiquei no tédio, então fui a locadora e aluguei a série CSI, e no primeiro episódio logo me deparei com o Bieber. Ah, esse garoto estava em toda parte. 
           Fiz pipoca, e fui assistir de novo, minha mãe estava mexendo no MacBook, como sempre, dando risadas. Ela é pior que eu, fui tentar ler a conversa, mas era em inglês pude ler "Scooter Braun", mas ela fechou a janela da conversa e me deu um olhar de advertência, revirei os olhos e voltei para a sala de cinema.

           Olhei para o relógio, já era meia-noite. Tomei banho, coloquei meu pijama e depois fui pra minha cama, peguei meu notebook e fiquei conversando com algumas de minhas amigas no Twitter, me deitei e dormi.
           Quando acordei no dia seguinte minha mãe estava colocando minhas coisas no carro. 
           — Mãe? — perguntei com os olhos semicerrados.
           — Oi — ela disse com um sorriso iluminador. — Mudança de planos, a gente vai hoje pra Los Angeles, eu já falei com Jessica. 
           Dei de ombros e fui pro banheiro, tomei banho, e coloquei um vestido tubinho florido vermelho, e uma jaqueta preta de couro, passei base e pó, fiz uma trança de lado no meu cabelo e fui para o carro.

           Chegamos no aeroporto de Guarulhos e fomos fazer o chek-in. Me sentei ao lado de um garoto loiro com olhos verde que estava sorrindo para mim, sorri pra ele também.
           — Oi — ele disse me cutucando. 
           — Oi.
           — Qual seu nome? 
           — Caroline e o seu? — eu respondi um pouco envergonhada, eu nunca havia falado com um garoto tão bonito pessoalmente. 
           — Lucas Henrique, gostei do seu nome — ele disse com um sorrisinho metido. — Você também vai para Los Angeles?
           — É.
           — Já esteve lá antes? — eu fiz que não com a cabeça, e ele continuou: — Lá é muito legal, mas comparado com São Paulo qualquer lugar é legal. 
           Dei risada, e então escutamos chamarem-nos para o voo.
           Quando entramos no avião descobrimos que nos sentávamos um ao lado do outro, e então ficamos conversando durante toda a viajem, até eu cair no sono.

           No dia seguinte, acordei com minha mãe me chacoalhando e sussurrando meu nome. 
           — Ahn, oi — eu disse olhando nos olhos dela.
           — Acorda Bela Adormecida, chegamos. Aqui é perfeito! 
           Revirei os olhos e relutante peguei minha bolsa e fui para a saída, olhei por cima do ombro procurando por Lucas mas não o achei, dei de ombros.
           Quando estávamos na porta do aeroporto um cara que segurava uma plaquinha escrito "Jennifer & Caroline".  
           — Scooter?! — minha mãe disse chegando perto dele. 
           O homem assentiu, e eles se abraçaram. 
           — Oi Jen — ele sorriu. — E você deve ser a Caroline — ele sorriu e levantou a mão para que eu a apertasse —, ouvi muito falar de você.
           — Ah... Prazer em conhece-lo... — hesitei, eu nem sabia o nome dele.
           — Scooter, ou Scoot — ele disse com um sorriso meio forçado. 
           Ele nos conduziu a um BMW preto fosco, e colocou nossas coisas lá.
           Minha mãe e Scoot conversavam enquanto eu ouvia música no volume máximo. Chegamos a uma enorme mansão, e havia alguns carros estacionados na frente dela. Olhei para aquilo, a casa era imensa. 
           — Vamos morar aqui? — perguntei para minha mãe, mas foi Scoot que respondeu.
           — Temporariamente sim — ele disse olhando-me. — Ahn... Você gosta do Justin Bieber? 
           — O garoto do qual todas as meninas caem babando, e só por ele ter feito 18 aninhos foi o assunto de toda a mídia universal? — eu disse bastante fria. — Não.
           Ele me olhou com curiosidade, e então ouvi alguém gritando "Scooter!", olhei para o lado e vi Justin de bermuda e todo molhado. Scooter saiu do carro, e eu fui atrás dele.
           — Me dá um abraço? — Justin disse chegando perto de Scooter. 
           — Fica longe de mim! — Scooter gritou saindo de perto dele. 
           Revirei os olhos, o que o Justin está fazendo na minha casa? E muito legal da parte de minha mãe ter me avisado que Scooter era empresário do Justin. 
           Por que eu nasci de uma empresária? 
           — Eae, você deve ser a Caroline — Justin disse chegando perto de mim. 
           — É, o que está fazendo aqui? 
           — É a minha casa — ele disse dando risada. — Se eu não estivesse aqui, onde mais estaria? 
           — Sua casa? Ah, tá bom — dei uma risada sarcástica. — Pode parar de brincadeiras agora, sério. 
           Ele não disse nada, apenas deu risada. Ele pegou em minha mão e com um sorriso metido disse:
           — Eu tô falando sério, vocês vão morar comigo até sua mãe achar uma casa para vocês.
           — O quê? — gritei virando-me para minha mãe. — Mãe, você concordou com isso?
           Minha mãe que conversava com Scooter se virou me olhando com um sorriso no rosto. Ela foi até mim, e colocou as mãos nos meus ombros.
           — É temporário querida, só por um mês — ela foi ao lado do Justin e deu um beijo na bochecha dele. — Oi, Derek. 
           — Mãe... O nome dele é Justin — eu disse revirando os olhos.
           — Justin, Bustin, Derek, Kidrauhl, Jason, Purple Ninja, Green Lantern, tenho vários apelidos Carol — ele disse com um sorriso no rosto. 
           Ah, desculpa se minha mãe é uma, qual o nome mesmo Bieberzetes?, pensei, mas não consegui falar, fui pegar minhas coisas dentro do carro e deixei na porta.
           — Eu te ajudo — Justin foi até mim e pegou uma das mochilas que estavam na minha mão.
           — Obrigada — eu disse com um sorriso. 
           Segui ele, até o andar de cima, naquele andar tinha várias portas num grande corredor. Olhei em volta para as portas, uma das últimas portas era o meu quarto.
           Dentro do quarto havia uma cama king size decorada com um edredom roxo felpudo, um criado mudo em cada lado da cama, com um abajur e um telefone sem fio. Uma das paredes do quarto era feitas de janela, e havia uma linda vista para o mar, outra parede era um closet gigante vazio.
           — Esse quarto é meu? — perguntei olhando fixamente pra cama. 
           Como ele adivinhou que eu amo roxo?
           — É... Você gosta de roxo, certo? — ele disse indo até o closet e deixando as coisas lá, depois pulando na cama. — Porque roxo é minha cor favorita.
           — Que legal, agora sai de cima da minha cama, porque você tá molhado — eu disse indo para perto dele e o empurrando da cama. 
           Ele caiu no chão e eu fiquei olhando-o, ele era um garoto gostoso... Magrelo mas gostoso.
           — Tá bom estressadinha — ele disse se levantando do chão. — Você é sempre assim?
           — Na maioria das vezes. 
           Ele deu risada.
           — Coloca um biquíni ou sei lá o que e vamos nadar, uns amigos meus estão lá — ele disse e saiu do quarto.
           Quando ele saiu, desfiz minha mala e peguei um biquíni e um shorts, os coloquei e desci. Cheguei na piscina e três meninas e três meninos sem contar o Justin que estava pegando sorvete nadavam. 
           — Sorvete de que Carol? — Justin perguntou.
           — Hm... De limão. 
           Ele assentiu, e depois trouxe os sorvetes pra gente, mas antes de eu pegar, tirei meu shorts e pulei na piscina mergulhando. 
           Duas das meninas reclamaram, e uma delas deu risada junto com os meninos. 
           — Não teve graça! — disse uma loira que parecia anoréxica. 
           — Desculpa, não foi minha intenção.
           Elas me fuzilaram com os olhos e depois com um sorriso, a loira chegou perto de um garoto moreno, e uma garota de cabelos completamente pintados de azuis com apenas algumas mexas pretas chegou perto de um garoto loiro. 
           A outra garota morena, e o outro garoto loiro (que era também o mais gostoso entre todos os caras dali) conversavam, mas não se beijavam ou se abraçavam, cheguei mais perto dos dois. 
           — Oi, ahn... Vocês são namorados também? — eu disse sem pensar, e eles começaram a rir.            — Ah, me desculpe.
           O garoto chegou mais perto de mim, e disse:
           — Oi, eu sou o Chris, e essa é Caitlin, minha irmã — ele apontou para a garota com quem antes conversava. — Aqueles são Chaz e Ryan, e suas namoradas Ivy e Trace.
           Gostei da ideia de eles não serem namorados, qual é. Eu não ia segurar vela, ou melhor tocha olímpica por causa disso tudo. Fora que Justin também deveria trazer a namorada dele depois, se ele tiver uma, certo?
           Chris era bonito, e musculoso, quase perguntei quantos anos ele tinha, mas não gostei da ideia. Ele parecia novo, mas com aquela estrutura muscular, não achei que ele tivesse menos de 18 anos.
           — Oi — eu disse os cumprimentando.
           Dei uma rápida olhada para Ivy e Trace, elas pareciam metidas ou apenas superficiais, não achei que faria uma amizade com elas. Ah, não mesmo. 
           — É, elas não são garotas muito legais — Caitlin disse submergindo de um mergulho ao meu lado.
           Me virei para ela, ela sim parecia uma garota legal, e descente, com quem eu faria uma amizade rapidamente. E se o fizesse, gostaria que essa amizade durasse por toda a minha vida.

           Saí da piscina e fiquei em pé, olhando as pessoas nadando e brincando, menos Ivy e Trace que estavam bebendo um líquido vermelho numa das pontas da piscina, e Justin que estava mexendo no computador. 
           Estava terminando de me secar quando sinto alguém me pegando no colo e pulando na piscina comigo. Olhei para o lado e vi todos dando risada inclusive Justin.
           — Você é idiota ou o que? — perguntei fuzilando-o com os olhos.
           — Eu sou o que — ele disse com um sorrisinho metido.
           Revirei os olhos e saí da piscina, quando estava entrando em casa dei uma rápida olhada para trás e Justin estava com uma expressão estranha e um pouco chateada.
           Tomei um banho rápido, e coloquei um shorts jeans, uma regata preta e uma rasteirinha vermelha. Me sentei ao lado de minha mãe no sofá da sala de visitas, mas como ela não fez nada, fui até a parte da cozinha.
           — Posso usar? — perguntei a Justin, apontando para o MacBook dele.
           Ele assentiu com a cabeça, eu saí do twitter dele e entrei no meu. "Los Angeles, onde o sonho de todos podem se realizar, menos o meu", postei e fui ver minhas mentions. Só havia algumas garotas perguntando sobre como está sendo LA.
           — Uma merda — murmurei para mim mesma.
           Alguém atrás de mim limpou a garganta, o que me fez girar o corpo. Vi Justin com um sorrisinho na cara. 
           — Desculpe — ele disse.
           — Pelo o quê? — não sabia do que ele estava falando.
           — Por ter de jogado na piscina. 
           — Ah... Duh! Tudo bem — eu disse sorrindo relutantemente. — Não foi nada.
           Ele pegou uma toalha e subiu, quando desceu ele estava seco, com uma bermuda e um moletom vermelho com as iniciais "YMCMB" em amarelo. 
           — YMCMB? — perguntei quando ele chegou perto de mim.
           — Você pode me chamar de Bieber — ele disse e eu me contive para não revirar os olhos. 
           Ele sorriu e ficou mexendo no meu twitter, depois que me expulsou do computador. Olhei-o com curiosidade, ele não ia sair do meu twitter? 
           — Ahn... Dá pra sair do meu twitter? — eu disse resmungando.
           Ele assentiu, mas antes de sair ele seguiu a si mesmo. Depois que entrou no twitter dele, ele me seguiu e murmurou alguma coisa tão baixo que não pude ouvir.

           Era de noite, Chaz, Chris, Caitlin, Ryan, Ivy e Trace iriam voltar para o Canadá aquela noite, e suas malas estavam próximas a porta de entrada, e eles se arrumando.
           Quando deu 7 p.m. minha mãe, que havia feito spaghetti a bolonhesa serviu nossos pratos e nós comemos, naquela hora eu já estava morta de sono por causa do fuso horário.
           — Yummy, spaghetti! — Justin exclamou se sentando ao meu lado.
           Os casais entraram abraçados um ao outro, e Chris e Caitlin conversando. Depois que terminamos de comer, um motorista pegou as coisas dos meninos e depois eles foram para o aeroporto.
           Me joguei em um sofá da sala de cinema, e vi que havia um controle de vide-game jogado no chão, peguei-o e comecei a jogar um jogo de futebol que estava lá. 
           Justin estava na porta vendo eu jogar, e deu risada quando eu perdi a bola pro time adversário. 
           — Você joga mal — ele disse se sentando em um sofá ao lado do meu.
           — Não pedi sua opinião.
           — Calma, garota — ele disse levantando as mãos como se estivesse se rendendo. — Eu só estava comentando. 
           — Tanto faz — eu disse e me sentei no chão, vendo os video-games que ele tinha. 
           — Não tenho jogos para meninas — ele disse rindo e pegou Resident Evil colocando-o no XBox. — Mas a gente pode tentar esse.
           — Você fala isso como se garotas não pudessem jogar vi...
           — Algumas não podem — ele sorriu ironicamente, como se dizendo que eu não posso.
           — Eu te odeio.
           — Você nem me conhece. 
           — Vou conhecer — disse eu sorrindo. — E te garanto que minha opinião não vai mudar.
           Jogamos até meia-noite, e depois fomos dormir, cheguei ao meu quarto, coloquei meu pijama e me deitei, minutos depois me lembrei que depois teria que ir comprar um novo chip para o meu celular, já que eu havia mudado de país. 

           Quando dormi, sonhei que estava numa praça, conversando com Lucas, quando Justin chega com dois sorvetes, lambendo um e entregando o outro a mim, quando quase fico cega pela quantidade de flashes ao nosso redor, paparazzis nos cercam com as idiotas câmeras deles.
           Acordei um pouco arfante, era ruim pensar que se eu me tornasse amiga do Justin ele iria sempre estar cercado de paparazzis e isso era assustador. Olhei para o relógio do meu iPhone, ainda eram 2 a.m.
           Me deitei na cama agarrada com meu cobertor, e dormi novamente, um sono pesado que dessa vez sonhei com um apartamento de cobertura, no Brazil, grande e espaçoso, e então Justin aparece de novo no meu sonho, deitado na cama só de cueca box, eu fui até ele e me deitei sobre seu peito, quente e aconchegante, e de novo acordei. Por que diabos esse garoto não sai da minha cabeça?
           Resolvi ficar acordada, então liguei a televisão e fiquei procurando alguma coisa boa para assistir, e então fiquei assistindo Bones, um de meus seriados preferidos.

heeeeeeeeeeeeeeey, aí está o primeiro cap. de Boyfriend, tô muito ansiosa pra escrever essa IB então eu REALMENTE espero que gostem, sério... (: obrigada quem leu, vocês são demais!