sábado, 21 de abril de 2012

Boyfriend (Segundo capítulo)

           Caroline Beckendorf. Esse era o nome da garota que eu teria que hospedar na minha casa até o momento em que sua mãe achasse uma casa para as duas morarem. Por ela ser brasileira, achei que ela era bonita, mas nunca imaginaria que ela fosse daquele jeito. Ela tem olhos castanho-escuro, lábios pequenos, uma pele levemente bronzeada, cabelos escuros longos que iam até a cintura. 
           Já era a hora da janta, quando após a mãe dela fazer spaghetti a bolonhesa para nós me sentei ao lado de Carol, o que não foi uma boa ideia, pois já havia percebido que ela não gostara de mim desde a hora em que nos encontramos, mas não me importei para isso.
           — Yummy, spaghetti! — exclamei enquanto via os casais entrando na sala de janta abraçados.
           Enquanto meus amigos entravam no carro que eu havia reservado para eles irem para o aeroporto, fiquei lá apenas observando-os. Quando eles saíram resolvi ir jogar vídeo-game, mas Carol estava jogando o ultimo jogo que eu e Chaz havíamos deixado salvo. Me encostei na porta e fiquei olhando-a, ela perdeu a bola pro time adversário e eu dei risada.
           — Você joga mal — eu disse me sentando ao lado dela.
           — Não pedi sua opinião — ela disse revirando os olhos.
           — Calma, garota — levantei as mãos como sinal de rendimento. — Eu só estava comentando.
           — Tanto faz — ela disse e se sentou no chão, correndo os olhos por minha gaveta cheia de vídeo-games.
           — Não tenho jogos para meninas — disse rindo, depois me levantando e pegando o CD de Resident Evil que estava na estante de cima colocando-o no XBox. — Mas a gente pode tentar esse.
           — Você fala isso como se garotas não pudessem jogar ví... — ela começou, mas eu a interrompi.
           — Algumas não podem — como você, eu pensei, mas não disse em voz alta.
           — Eu te odeio — ela disse pegando o controle.
           — Você nem me conhece.
           — Vou conhecer — ela mostrou os dentes brancos. — E te garanto que minha opinião não vai mudar.
           Jogamos até meia-noite, e eu ganhei dela as cinco vezes que jogamos. E então ela se rendeu, dizendo que estava com sono, e subiu para o quarto. Fiquei jogando mais um pouco e também subi.
           
           No dia seguinte acordei com o barulho da campainha tocando, fui ver quem era, e não vi nada. Dei de ombros e fui para a cozinha, fiz waffles e enchi um copo de suco de laranja. Me sentei e terminei de comer, subi coloquei uma bermuda jeans e levei uma camisa pra baixo, caso alguém queira sair. 
           Me joguei no sofá da sala de cinema e comecei a jogar vídeo-game, mas esqueci que tinham pessoas em casa, e deixei o volume no máximo. 
           Alguns minutos depois Carol apareceu com os olhos semicerrados na porta e gritou:
           — Abaixa isso, idiota! Há pessoas querendo dormir aqui.
           — Você já acorda mal-humorada assim todos os dias? — perguntei rindo.
           Ela revirou os olhos e fez uma saída dramática, depois ela voltou com cereais e leite numa tigela e ficou vendo eu jogar.
           Eu gostava do jeito em que ela se sentia em casa, era bom. Eu não ficava pensando se ela estava confortável ou não, o jeito que ela agia já me mostrava isso.
           — Eae, sonhou comigo essa noite? — disse com sarcasmo.
           — Se sonhei? Ahn... tive pesadelos, serve? — ela disse enfiando uma colher cheia na boca. 
           — Pesadelos? Acho que não... — eu disse dando uma risadinha. — Sei que você sonhou comigo semi-nu na sua cama. 
           Quando eu disse isso ela arregalou os olhos e quase se engasgou com o cereal. Será que ela realmente sonhou com isso?
           — Ah tá, eu tenho coisas melhores para sonhar, tá Bieber? 
           Eu respondi com um sorrisinho, eu me levantei do sofá e fui até Carol que foi colocar a tigela de cereais na cozinha. 
           Ela estava saindo da cozinha, quando peguei-a no colo e a levei para a piscina, ela ficou se debatendo e dando leves socos nas minhas costas. Pulei na piscina junto com ela.
           — Seu idiota! Qual seu problema? — ela gritou. — Você parece uma criança alta, sabia? Até um bebê tem o cérebro mais desenvolvido que o seu. 
           — Que agressiva... — eu sussurrei para mim mesmo. 
           Mas em segundos, ela estava com um sorriso maléfico no rosto e tentou me afogar. Peguei na cintura dela, e a levei até o fundo da piscina. Os cabelos dela iam na sua cara, e eu os afastava de seus olhos que estavam fixados nos meus, cheguei mais perto dela, mas então a pressão da água me puxou para cima.
           — Bobo! — ela gritou arfante, quando voltamos para a superfície. 
           Olhei para ela sorrindo, e ela saiu da piscina, mas chegando na porta de casa se virou mostrando a língua como uma criança.
           — Depois eu que tenho o cérebro menos desenvolvido que o de um bebê? — eu disse rindo.
           — Encontre novos argumentos — ela disse e se cobriu com uma toalha, depois tirou a calça do pijama, torceu-a, até um pouco da água sair e entrou em casa. 
           Fiquei dando risada um pouco e depois fiz o mesmo que ela, mas fiquei pelado mesmo, apenas com a toalha cobrindo minhas partes íntimas e fui tomar banho.

Caroline.

           É, Justin tinha adivinhado que eu havia sonhado com ele semi-nu na minha cama, essa noite. E fiquei me perguntando como ele tinha feito isso, tudo bem que na hora minha mente estava concentrada no abdômen semi-definido dele, e como ele era fisicamente gostoso. 
           — Ah tá, eu tenho coisas melhores para sonhar, tá Bieber? — eu disse enquanto ele sorria.
           Fui levar minha tigela do cereal para a cozinha, depois de lavar as mãos ia subir no meu quarto e escovar os dentes. Quando sinto alguém me pegar pela cintura e me colocar por sobre o ombro, abri o olhos e percebi que era o Justin. Percebi que ele estava me levando para a piscina e comecei a dar socos em suas costas. 
           Ele pulou comido ainda em seu ombro.
           — Seu idiota! Qual seu problema? — gritei assim que ele voltou a superfície da água. — Você se parece com uma criança alta, sabia? Até um bebê tem o cérebro mais desenvolvido que o seu.
           — Que agressiva... — não escutei, mas pude ver os lábios dele se mexendo.
           Coloquei um sorriso maléfico no rosto, e estava pensando em tentar afoga-lo, mas ele já estava esperando por isso, então pegou em minha cintura e pressionou minhas costas no fundo da piscina, quando meus cabelos cobriam meus olhos que estavam fixados nos dele ele tirava os fios de minha cara com a mão livre, até que graças a Deus a pressão da água o levou para cima.
           — Bobo! — eu gritei, ciente de que minha respiração estava fraca.
           Justin me olhou com um sorriso no rosto, eu saí da piscina, e chegando na porta de sua casa me virei para ele e mostrei a língua, mesmo sabendo que esse era um gesto infantil.
           — Depois eu que tenho o cérebro menos desenvolvido que o de um bebê? — ele deu risada.
           — Encontre novos argumentos.
           Peguei uma toalha e me enrolei nela, depois retirei minha calça do pijama e o toci antes de entrar na casa de Justin. 

           Tomei banho coloquei um shorts jeans, uma sandália sem salto, uma regata colada no corpo, e um moletom verde do Green Lantern dez vezes o meu tamanho, que eu havia ganhado do meu tio no meu aniversário do ano passado.
           Sequei meu cabelo com o secador, e depois o prendi numa trança de lado, desci as escadas e Justin estava fazendo algum pedido de comida. 
           Quando ele me viu, desligou o telefone e foi ao meu lado.
           — Pedi pizza para mais tarde — ele disse sorrindo. — Ei, Green Lantern! Você está usando uma blusa minha! Isso é legal.
           — Sua? Ah, não sabia que você era um super-herói. 
           Ouvimos o som de passos vindos da escada, e então vi minha mãe falando no celular, olhando o relógio e colocando os sapatos de salto. Minha mãe era uma ninja. 
           — Oi querida — ela disse me dando um beijo. — Oi Justin — ela também deu um beijo nele.
           Minha mãe desligou o celular e gritou da porta. 
           — Estou atrasada querida, você sabe se virar sozinha. E tem o Justin pra ficar com você agora, beijinhos. Amo vocês — ela disse e fechou a porta.
           — Ah, tudo bem. Eu sou mais velha aqui então... 
           — Mais velha? Sério? Quantos anos acha que eu tenho Srta. Dezessete anos? — ele sorriu.
           — Ainda tenho dezesseis, só vou fazer dezessete em agosto — eu disse sorrindo. — Ah, esqueci que você tem dezoito. É que você... parece ter cinco anos. 
           — Ha-ha-ha. Muito engraçado — ele disse dando uma risada irônica. — Tudo bem, criança, onde você quer ir?
           — Em Los Angeles? Em todo lugar — eu disse sonhadora. — Com você? Em nenhum lugar. 
           — Tudo bem, a gente fica em casa assistindo tevê. 
           — Ótimo — eu disse seca.
           — Ótimo — ele disse com o mesmo tom de voz que o meu.
           Pegamos um monte de filmes e ficamos na sala de cinema assistindo. Depois de assistir a três filmes, nossos estômagos começaram a roncar, então eu e o Justin fomos fazer comida. Ou melhor, esquentar a comida congelada que tinha no freezer. 
           — Ei, você sabe fazer brigadeiro? — ele disse e me jogou uma lata de leite condensado. 
           — Aham — eu assenti.
           — Faz pra gente então. 
           — Tá. 
           Eu fiz o brigadeiro, e coloquei num pote, depois fiz pipoca de microondas, peguei salgadinhos de queijo, e levei para a sala de cinema. 
           Quando cheguei lá, Justin lambeu os beiços, e pegou uma colher cheia de brigadeiro. 
           — Só que deixa um pouco pra mim, ok? — eu disse rindo, ele era esfomeado.
           Estávamos comendo pipoca e assistindo O homem de ferro quando eu dormi, simplesmente dormi. 

Justin.

           Caroline chegou com dois pacotes de salgadinhos de queijo, pipoca e um pote de brigadeiro na sala de cinema, lambi os beiços quando a vi e peguei uma colher cheia de brigadeiro. 
           — Só que deixa um pouco pra mim, ok? — ela disse com uma risada fofa.
           Começamos a assistir O homem de ferro quando senti que Caroline tinha dormido, ela estava dormindo sentada, então a puxei e coloquei a cabeça dele no meu colo, depois fiquei acariciando os cabelos dela, assistindo o filme baixinho, para não acorda-la.

           Fiquei alí, só mexendo no cabelo de Caroline até 6h40 p.m., depois ela se mexeu um pouco, e acordou quase batendo a mão na minha cara. 
           — Ai — eu disse rindo.
           — O que diabos você estava fazendo? — ela se levantou rápido demais, e depois mexeu no cabelo dela. 
           — Na... — eu comecei dizendo, mas ela saiu da sala, como se eu tivesse alguma doença contagiosa
           Fui correndo atrás dela, e encontrei ela deitada de bruços na cama dela. Ela estava chorando, cheguei mais perto dela, e me ajoelhei perto da cabeça dela. 
           — Tá tudo bem, Carol? — perguntei acariciando a cabeça dela, suplicando a Deus que ela não fugisse dessa vez. 
           Ela não me respondeu, só continuou lá. 
           — Ei, Carol, não precisa me contar, ok? Só deixa eu ficar contigo só um pouco — eu disse e vi ela assentir, e depois ela se sentou. Me sentei ao lado dela e ela se atirou em meus braços, coisa que eu nunca pensei que ela fosse fazer. 

           Se passaram alguns minutos e a respiração dela estava voltando ao normal, e então eu comecei a acariciar o cabelo dela novamente. Ela olhou pra mim e sorriu, se afastando um pouco.
           — Obrigada — ela sussurrou.
           — Não foi nada — eu disse puxando-a de novo para o abraço. — Tem certeza que não quer falar? 
           — Tenho. 
           — Ok — eu disse e a apertei mais forte.
           Ficamos naquilo por mais um tempo, e então escutamos a campainha tocar. 
           — Espera um pouquinho, tá? — eu disse e ela assentiu.
           Desci as escadas o mais rápido que pude e atendi a porta, era o entregador de pizza. Peguei a pizza da mão dele, e o paguei.
           — Sem cogumelos como o senhor pediu — ele disse, pegou o dinheiro, subiu na moto e se foi.
           — Obrigada — eu disse pra mim mesmo, abri a caixa de pizza, e realmente não tinha nenhum cogumelo, da ultima vez tinha um, e eu com medo sem querer deixei a pizza cair no chão. 
           — Justin? — Carol perguntou descendo as escadas com uma voz tão baixa que mal pude ouvi-la. 
           — Pode ficar lá em cima, já tô subindo. 
           Escutei os passos leves dela voltando para o quarto, fui na cozinha, peguei dois copos, uma garrafa de Cherry Coke e levei pra cima. Carol, estava abraçada com seu travesseiro, coloquei a pizza na cama, coloquei o refrigerante nos dois copos, e entreguei um a ela, que ela colocou no criado mudo. 
           Comemos a pizza em silêncio, mas isso foi bom, depois que terminamos, arrumei as coisas e eu e Carol decidimos ir algum shopping. 

heeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeey, espero que vocês estejam gostando, e vlw velho, sério.... >3 mesmo que poucas pessoas estejam lendo (: luv ya!

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